Montenegro diz que adesão à greve geral é reduzida no setor privado
A greve geral convocada pela CGTP contra o pacote laboral do Governo decorre numa fase de forte confronto em torno das alterações ao Código do Trabalho. No final da reunião do Conselho de Ministros desta quarta-feira, 3 de junho, Luís Montenegro afirma que a maioria dos portugueses quis trabalhar e aponta para uma adesão média de cerca de 23% no setor público.
Destaques
- A greve geral convocada pela CGTP visa contestar alterações ao Código do Trabalho propostas pelo Governo e será debatida em 18 de junho no Parlamento.
- O primeiro-ministro Montenegro afirmou que a adesão à greve geral é reduzida no setor privado, minimizando o impacto imediato sobre a economia.
- A intensidade da contestação sindical e o debate legislativo serão determinantes para a pressão futura sobre empresas, trabalhadores e serviços públicos.
Impacto político do pacote laboral
A paralisação foi convocada pela CGTP para contestar as alterações ao Código do Trabalho apresentadas pelo Governo. As propostas vão ser debatidas na generalidade no Parlamento no próximo dia 18 de junho.As declarações de Montenegro procuram enquadrar o alcance económico e laboral da greve num momento em que o Executivo defende a sua agenda de revisão legislativa. A evolução da contestação sindical e o debate parlamentar deverão agora determinar a pressão sobre empresas, trabalhadores e serviços públicos nas próximas semanas.
Na nossa publicação anterior sobre a greve geral de 3 de junho, destacámos a avaliação inicial do Governo de que a adesão foi reduzida no setor privado e mais visível no setor público, com serviços mínimos a assegurar áreas essenciais como transportes e saúde. Também sublinhámos os efeitos mais expressivos na educação e como o Executivo enquadrou esses dados no debate sobre a reforma laboral e o equilíbrio entre empresas, trabalhadores e sindicatos.
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