BCP avança com emissão de 500 milhões de euros em dívida tier 2
O BCP está no mercado com uma emissão de 500 milhões de euros em obrigações tier 2 com vencimento a 12 anos e opção de reembolso a partir de junho de 2031. A operação surge depois de o banco já ter captado 500 milhões de euros em dívida sénior preferencial em janeiro, reforçando a sua atividade de financiamento junto de investidores institucionais.
Destaques
- BCP lança emissão de 500 milhões de euros em dívida tier 2, com juro indicativo de 4,48% e vencimento a 12 anos.
- As obrigações são reembolsáveis a partir de junho de 2031 e a colocação, restrita a investidores institucionais, pode ser concluída hoje.
- Em janeiro, o BCP já tinha emitido 500 milhões de euros em dívida sénior preferencial com taxa de 3,25%, reforçando a diversificação de financiamento.
Condições da operação e calendário
Como noticiou o Jornal de Negócios, a emissão tem juro indicativo na abertura dos livros de ordens equivalente a 160 pontos base acima da taxa mid swap do euro a sete anos, o que corresponde a 4,48%. A colocação é dirigida exclusivamente a investidores institucionais e poderá ser concluída hoje.As obrigações vencem dentro de 12 anos e são reembolsáveis a partir dos sete anos, em junho de 2031. Os bookrunners da operação são o Crédit Agricole Corporate and Investment Bank, Goldman Sachs, Intesa Sanpaolo, JPMorgan, Mediobanca e o próprio BCP.
Histórico recente e impacto no financiamento
Esta é a segunda operação do banco este ano no mercado obrigacionista. Em janeiro, o BCP colocou 500 milhões de euros em dívida sénior preferencial a seis anos, reembolsável a partir dos cinco anos, pagando uma taxa de juro de 3,25%.Nessa emissão anterior, a procura superou os 750 milhões de euros, permitindo ao banco reduzir o juro pago ao longo do processo. A nova operação indica a continuação da estratégia de diversificação de financiamento do BCP e acompanha a utilização do mercado institucional para reforço da estrutura de capital.
Na nossa publicação, acompanhámos o arranque do programa de recompra de ações do BCP, aprovado no final de maio, com um montante máximo de cerca de 407,5 milhões de euros. Na primeira semana, o banco comprou 8,77 milhões de ações próprias (0,06% do capital), num plano que decorre até dezembro e pode ser interrompido se forem atingidos os limites definidos.
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