TAP procura 300 milhões de euros em dívida sénior enquanto avança privatização parcial
Num momento em que decorre a privatização parcial da transportadora, a TAP está no mercado para captar 300 milhões de euros através de dívida sénior. A operação prevê títulos com maturidade em 2031 e surge pouco mais de um ano depois de a companhia ter emitido 200 milhões de euros em obrigações com vencimento em 2029.
Destaques
- TAP vai emitir €300 milhões em dívida sénior com maturidade em 2031, apoiada pelo Citi, Crédit Agricole, Bank of America e Morgan Stanley.
- A operação de financiamento surge enquanto decorre o processo de privatização parcial da TAP, com venda prevista até 49,9% do capital em 2025.
- Air France-KLM e Lufthansa permanecem interessadas na aquisição de capital da TAP, com propostas finais esperadas até ao próximo mês.
Captação de financiamento com apoio de bancos internacionais
Segundo a Bloomberg, a companhia aérea portuguesa pretende colocar títulos de dívida sénior para reforçar o financiamento da sua atividade. A operação está a ser preparada com o apoio do Citi, do Crédit Agricole, do Bank of America e do Morgan Stanley, segundo fontes próximas do processo citadas pela agência.A nova emissão insere-se na estratégia de financiamento da TAP numa fase em que a empresa continua a recorrer ao mercado de capitais. As fontes citadas indicam que a maturidade prevista para estes títulos é 2031.
Privatização mantém interesse de grupos europeus
O recurso ao mercado acontece numa altura em que o Governo mantém em curso o processo de privatização parcial da TAP, relançado em 2025. O modelo prevê a venda de até 49,9% do capital da companhia, preservando o Estado como acionista maioritário.Na corrida à entrada no capital da transportadora continuam os grupos Air France-KLM e Lufthansa. As propostas finais deverão ser apresentadas até ao próximo mês, num processo que mantém a TAP no centro da reorganização do setor aéreo em Portugal.
Na nossa publicação, analisámos o calendário da privatização da TAP, com o Governo a prever a escolha do comprador em setembro e a entrada efetiva de capital apenas no verão de 2027. O texto explicava ainda a possibilidade de um modelo transitório de cogestão em 2026, permitindo ao vencedor (com Lufthansa e Air France-KLM entre os principais candidatos) participar na gestão antes da formalização da operação, devido a exigências regulatórias europeias.
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