TAP prepara entrada de comprador em 2027 com cogestão possível já em 2026

TAP prepara entrada de comprador em 2027 com cogestão possível já em 2026
TAP: comprador chega em 2027

A privatização da TAP entra numa fase decisiva, com o Governo a apontar para a escolha do comprador em setembro e para a entrada efetiva de capital apenas em 2027. O intervalo entre a seleção e a conclusão do negócio poderá ser mitigado por um modelo de cogestão com a administração da companhia aérea portuguesa.

Destaques

  • O comprador da TAP, Lufthansa ou Air France-KLM, só poderá entrar com capital na empresa no verão de 2027, apesar da escolha estar prevista para setembro de 2024.
  • A empresa vencedora poderá participar na cogestão da TAP já em 2026, antes de formalizar a entrada no capital devido a exigências regulatórias europeias.
  • O projeto do novo aeroporto de Lisboa, em Alcochete, segue o calendário estabelecido, com entrega ao Estado agendada para janeiro de 2028 pela ANA Aeroportos de Portugal.

Calendário da venda e modelo transitório

Como noticiou o Jornal de Negócios, Miguel Pinto Luz afirma que o comprador da TAP só poderá entrar com capital na empresa no verão de 2027, apesar de o Executivo prever escolher o vencedor do processo em setembro deste ano.

Segundo o ministro das Infraestruturas e da Habitação, a disputa fica centrada na Lufthansa e na Air France-KLM, depois de o universo inicial de interessados ter sido reduzido e de um dos finalistas ter desistido. O governante admite, contudo, que a empresa escolhida possa já em 2026 participar na cogestão da transportadora, orientando a operação em conjunto com a administração da TAP antes de se tornar acionista.

Pinto Luz enquadra este hiato temporal na necessidade de pronúncia de várias instituições europeias, criticando a burocracia e a demora dos processos de decisão. A solução transitória pretende dar previsibilidade à gestão da companhia num período em que o acionista definitivo ainda não pode formalizar a entrada no capital.

Pressão sobre aeroportos e impacto na aviação

Na mesma entrevista à Antena 1, o ministro reconhece que as obras no Aeroporto Humberto Delgado representam um custo político para o Governo, ao manterem a principal infraestrutura aeroportuária do país em ambiente de estaleiro. Ainda assim, defende que a intervenção é necessária para concretizar investimentos adiados durante anos.

Sobre o novo aeroporto de Lisboa, no Campo de Tiro de Alcochete, Pinto Luz diz que o projeto avança a ritmo acelerado e que a ANA Aeroportos de Portugal está a cumprir o calendário definido. De acordo com o ministro, em janeiro de 2028 a concessionária entrega ao Estado o projeto do novo aeroporto, a avaliação de impacto ambiental e as condições económico-financeiras para executar a infraestrutura, dentro das regras fixadas pelo Governo.

Na nossa publicação, destacámos o novo recorde de passageiros nos aeroportos nacionais em 2026, com 6,6 milhões em abril e 21,133 milhões no acumulado do primeiro quadrimestre, segundo dados do INE. O artigo sublinhou que a procura continua robusta, reforçando o peso do setor para o turismo e para a mobilidade internacional e aumentando a pressão sobre as infraestruturas aeroportuárias.

Este material pode conter opiniões de terceiros, nenhum dos dados e informações nesta página constitui aconselhamento de investimento de acordo com o nosso Aviso Legal. Embora sigamos rigorosos Padrões Editoriais, este post pode conter referências a produtos de nossos parceiros.