Mercados europeus destacam Bank Millennium no Stoxx 600 e agenda monetária centra atenções em Portugal
A sessão de 22 de junho fica marcada por alterações relevantes nos mercados europeus e por vários eventos económicos com impacto potencial sobre bancos, crédito e empresas em Portugal. Entre os destaques estão a entrada do Bank Millennium no índice Stoxx Europe 600, a assembleia-geral da Teixeira Duarte e a divulgação de novos dados do INE e do Banco de Portugal.
Destaques
- Bank Millennium, subsidiária do BCP, entra no Stoxx Europe 600 a partir de 22 de junho, reforçando a visibilidade do banco português.
- A Teixeira Duarte propõe transferir 42,25 milhões de euros de lucros para resultados transitados na assembleia-geral remarcada, destacando a política de retenção de resultados.
- A taxa de juro implícita do crédito à habitação desceu para 3,077% em abril, o valor mais baixo desde março de 2023, influenciando investidores e setor imobiliário.
Revisão do Stoxx 600 e agenda empresarial
Como noticiou o Jornal de Negócios, o índice Stoxx Europe 600 passa a contar com 12 novas entradas na sessão de 22 de junho, no âmbito da revisão trimestral do indicador que reúne as 600 maiores cotadas europeias em capitalização bolsista.Entre essas empresas está o Bank Millennium, subsidiária polaca do BCP, que detém 50,1% da instituição financeira. A alteração reforça a visibilidade da participação do banco português num dos principais índices de referência do mercado europeu.
No plano empresarial, realiza-se também a assembleia-geral de acionistas da Teixeira Duarte. Da agenda da construtora constam a deliberação sobre as contas de 2025 e a proposta da administração para aplicar os resultados do ano passado, com o conselho a defender a transferência de 42,25 milhões de euros de lucros para resultados transitados.
A reunião magna da Teixeira Duarte tinha sido inicialmente marcada para 26 de maio, mas foi adiada por falta de quórum. A nova convocatória devolve ao mercado um tema relevante para o acompanhamento da estratégia financeira e da política de retenção de resultados da empresa.
Juros da habitação e sinais da política monetária
Na frente macroeconómica, o Instituto Nacional de Estatística divulga as estimativas da população residente em 2025 e as taxas de juro implícitas no crédito à habitação relativas a maio. Depois de uma subida em março, descrita como a primeira desde janeiro de 2024, os juros implícitos da casa retomaram em abril a trajetória de descida observada desde fevereiro de 2024.No conjunto dos contratos de crédito à habitação, a taxa recuou 1,1 pontos-base em cadeia mensal, para 3,077% em abril, o valor mais baixo desde março de 2023. Os novos dados são acompanhados de perto por famílias, banca e investidores, num contexto em que a evolução do custo do crédito continua a influenciar consumo, procura de habitação e atividade financeira.
Ainda em Portugal, o Banco de Portugal divulga a nota estatística sobre o endividamento do setor não financeiro em abril, abrangendo administrações públicas, empresas e particulares, e apresenta o relatório de acompanhamento dos mercados de crédito de 2025. No exterior, a presidente do BCE, Christine Lagarde, intervém no Parlamento Europeu em Bruxelas, enquanto a Reserva Federal e a Fed de Nova Iorque co-organizam em Washington, nos dias 22 e 23 de junho, uma conferência sobre o papel internacional do dólar.
A nossa publicação anterior sobre a subida das taxas Euribor e o impacto no crédito à habitação em Portugal analisou como as variações entre os prazos (3, 6 e 12 meses) afetam de forma diferente as prestações das famílias, com destaque para a Euribor a seis meses por abranger a maior parte dos contratos. O texto também enquadrou a influência das decisões do BCE no custo do financiamento e apontou alternativas de gestão, como renegociação do empréstimo e mudança para taxa fixa ou mista.
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