PSI avança com energia e banca após sinais de progresso nas negociações entre U.S. e Irão
A bolsa de Lisboa inicia a semana em terreno positivo, num contexto de maior apetite pelo risco depois de terem sido sinalizados progressos significativos nas negociações entre U.S. e Irão. O PSI sobe 0,16% para 9.117,51 pontos, com os ganhos da energia e do BCP a compensarem as quedas de títulos como Semapa, CTT, Navigator e Jerónimo Martins.
Destaques
- PSI iniciou a semana em alta, impulsionado por progressos nas negociações entre U.S. e Irão e pelo desempenho positivo da energia e banca.
- EDPR subiu 0,73% para 13,77 euros, EDP valorizou 0,52% para 4,430 euros e BCP avançou 0,29% para 1,0375 euros, com destaque para o Bank Millennium no Stoxx600.
- Semapa liderou as quedas ao recuar 0,9% para 21,95 euros, enquanto CTT caiu 0,58% e Navigator e Jerónimo Martins perderam 0,46% cada.
Energia e banca sustentam arranque positivo
Conforme noticiou o Jornal de Negócios, a praça lisboeta negoceia no verde na primeira sessão da semana, apoiada pela retoma das negociações entre U.S. e Irão e pela indicação de progressos significativos nesse processo.Entre os principais impulsionadores do índice está a família EDP, com a EDPR a subir 0,73% para 13,77 euros e a EDP a valorizar 0,52% para 4,430 euros. No mesmo setor, a Galp ganha 0,22% para 18,56 euros e a REN acrescenta 0,14% para 3,61 euros.
O BCP também reforça o PSI ao avançar 0,29% para 1,0375 euros, no dia em que o polaco Bank Millennium, controlado pelo banco português, se estreia no Stoxx600 e soma cerca de 1%. Do lado das subidas, destacam-se ainda a Ibersol, com uma valorização de 0,6%, e a Teixeira Duarte, que sobe 0,1%.
Quedas limitam ganhos do mercado português
A travar uma subida mais expressiva do índice está a Semapa, que lidera as perdas com uma descida de 0,9% para 21,95 euros. Seguem-se os CTT, que recuam 0,58% para 5,98 euros.A Navigator cede 0,46% para 3,462 euros e a Jerónimo Martins perde igualmente 0,46%, negociando nos 17,33 euros. Sem variação, mantêm-se para já as ações da Altri, Mota-Engil, Nos e Sonae, num mercado repartido entre sete cotadas em alta, cinco em queda e quatro inalteradas.
A criação de um fundo soberano de Portugal foi o tema de um artigo anterior da nossa publicação, com o Governo a anunciar um instrumento, junto do IGCP, para adquirir participações relevantes em empresas consideradas estratégicas. A iniciativa foi apresentada como forma de reforçar a autonomia e a capacidade de intervenção do Estado em setores como banca, infraestruturas e energia, num contexto de debate político também marcado por pensões e pela rejeição parlamentar da revisão da lei laboral.
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