Exportações de bens em Portugal mantêm crescimento e aliviam défice comercial em maio
Depois do forte avanço registado em abril, as exportações portuguesas de bens continuam a crescer em maio face ao mesmo mês do ano anterior. A subida de 5,1% combina-se com uma ligeira queda das importações, contribuindo para um desagravamento do défice comercial do país.
Destaques
- Portugal exportou 7.318 milhões de euros em mercadorias em maio, crescimento face aos 6.965 milhões do mesmo mês de 2023.
- As vendas para a Alemanha subiram 16,6% e para a Bélgica avançaram 56%, impulsionadas principalmente pelos fornecimentos industriais e produtos químicos.
- As importações caíram 1,6% para 10.128 milhões de euros, com forte recuo nas compras à Irlanda (-80,4%) e aos Países Baixos (-24,3%), reduzindo o défice comercial.
Comércio externo ganha tração em maio
Segundo o Jornal de Negócios, citando dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística, Portugal exporta em maio 7.318 milhões de euros em mercadorias, acima dos 6.965 milhões registados no mesmo período do ano passado.Este é o segundo mês consecutivo de crescimento homólogo das exportações. O aumento é explicado sobretudo pelos acréscimos das vendas para a Alemanha, que sobem 16,6%, e para a Bélgica, que avançam 56%, impulsionados principalmente pelos fornecimentos industriais, em particular os produtos químicos.
Queda das importações reduz pressão no défice
Do lado das importações, Portugal compra ao exterior 10.128 milhões de euros em mercadorias em maio, abaixo dos 10.290 milhões observados em igual período do ano passado, o que representa uma descida homóloga de 1,6%.Entre os movimentos mais expressivos destacam-se os recuos das importações provenientes da Irlanda, com uma queda de 80,4%, e dos Países Baixos, com menos 24,3%, também sobretudo nos produtos químicos. Esta combinação entre exportações em alta e importações em ligeira contração contribui para um alívio do défice comercial português.
Na nossa análise anterior sobre a revisão em baixa das perspetivas económicas da zona euro, destacámos que o abrandamento previsto para 2026 aumenta os riscos para Portugal, dada a forte dependência do comércio e do investimento europeus. O texto sublinhava ainda que a fraqueza esperada em mercados-chave como Alemanha, França e Itália pode pressionar a procura externa, num contexto agravado por custos energéticos elevados e inflação.
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