Krause Group assume controlo maioritário do Casa Pia e prepara estádio em Lisboa
O Casa Pia entra na preparação para a quinta época consecutiva na I Liga com uma mudança acionista que pode alterar a base operacional e desportiva do clube. O plano inclui a construção de um novo estádio em Pina Manique, o lançamento de uma equipa sénior feminina e uma futura reorganização societária sujeita a aprovação interna.
Destaques
- Krause Group garantiu maioria do capital do Casa Pia AC em julho de 2026, prevendo investimento em infraestruturas e eventual transição de SDUQ para SAD.
- O projeto inclui novo Estádio de Pina Manique em Lisboa, permitindo regresso do clube à cidade, aumento de receitas e envolvimento comunitário.
- A operação implica profundas saídas e entradas no plantel para época 2026/27 e aposta em equipa feminina, reforçando o posicionamento multiclube e sinergias internacionais.
Plano de investimento e reorganização
Como noticiou o The Portugal Post, o grupo norte-americano Krause Group garantiu a maioria do capital do Casa Pia AC nos dias 16 e 17 de julho de 2026, numa operação que abre caminho a investimento em infraestruturas, reforço competitivo e eventual passagem de SDUQ para SAD, dependente de aprovação em Assembleia Geral.O projeto prevê o regresso do clube a Lisboa com um novo Estádio de Pina Manique, substituindo a atual solução de jogos caseiros em Rio Maior. A mudança procura resolver uma limitação logística para adeptos e reforçar receitas de dia de jogo, além de criar um ativo com utilização mais ampla na ligação à comunidade.
O Krause Group já detém ativos no futebol como o Parma Calcio 1913, em Itália, e o Des Moines Menace, nos U.S., e procura alargar um modelo multiclube assente em partilha de talento, sinergias operacionais e crescimento financeiro. O grupo indica também a criação de uma equipa sénior feminina, em linha com a estratégia que já segue noutras operações desportivas.
A operação ainda depende de validações regulamentares por parte das autoridades competentes em Portugal e do enquadramento aplicável à estrutura societária do futebol profissional. O escrutínio inclui igualmente as regras sobre propriedade multiclube, sobretudo em cenários futuros de presença simultânea em competições europeias.
Impacto desportivo e económico em Lisboa
Em paralelo com a entrada do novo acionista, o Casa Pia aborda a época 2026/27 com alterações profundas no plantel e nova liderança técnica de Filipe Coelho. O clube confirma a saída de 11 jogadores, entre eles José Fonte, Gaizka Larrazabal, Rafael Brito e Kiki Silva, enquanto vários atletas cedidos regressam aos clubes de origem.Para compensar essa renovação, a equipa assegura a entrada de Rochinha, após a rescisão com o Famalicão, e já tinha recebido Gabi Pereira neste mercado de verão. Na pré-época, o Casa Pia soma vitórias frente a Sporting B e Estrela da Amadora, mas também uma derrota diante do Alverca, sinais de uma fase de transição antes do arranque da I Liga no fim de semana de 8 e 9 de agosto, contra o Marítimo, no Funchal.
Para os adeptos e residentes de Lisboa, o principal efeito potencial da operação está no regresso do clube ao concelho, reduzindo a dependência de deslocações de cerca de 160 quilómetros de ida e volta para jogos em casa. Em termos setoriais, a aposta numa equipa feminina e em novas infraestruturas pode aumentar a visibilidade do clube, diversificar receitas e reforçar a posição de Portugal como mercado de entrada para capital internacional no futebol.
O aumento do investimento direto angolano em Portugal foi tema de um artigo anterior da nossa publicação, destacando a inversão do saldo bilateral e a subida do stock para 4.525,7 milhões de euros no final de 2025. Nesse contexto, também referimos que o investimento português em Angola recuou e que o turismo refletiu o desequilíbrio, com menor receita gerada por visitantes angolanos e maior despesa de portugueses em viagens a Angola.
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