PS reforça pressão sobre IVA dos combustíveis e acusa Chega de bloquear proposta

PS reforça pressão sobre IVA dos combustíveis e acusa Chega de bloquear proposta
PS pressiona IVA combustíveis

A disputa sobre a descida do IVA nos combustíveis volta ao centro do debate político num momento de pressão sobre os preços da energia. José Luís Carneiro sustenta que o PS já apresentou várias propostas para baixar a taxa de 23% para 13% e acusa o Chega de ter votado contra essas medidas em ocasiões anteriores.

Destaques

  • José Luís Carneiro acusa o Chega de bloquear propostas anteriores do PS para reduzir o IVA dos combustíveis de 23% para 13%.
  • O PS apresentou várias propostas para cortar custos em combustíveis, eletricidade, gás de botija e bens alimentares essenciais, rejeitadas por AD, Chega e Iniciativa Liberal.
  • A estratégia do PS inclui reforçar a autonomia municipal, propondo mais recursos humanos e financeiros para as autarquias como parte da sua agenda política.

Confronto político sobre a redução do IVA

Como escreve o Jornal de Negócios, o secretário-geral do PS acusa o Chega de "procurar enganar os portugueses" ao reclamar agora a descida do IVA sobre os combustíveis, depois de ter contribuído para o chumbo de propostas socialistas sobre o tema. José Luís Carneiro afirma que o PS foi o primeiro partido a apresentar a redução do IVA dos combustíveis e que o fez por duas vezes antes de voltar a avançar com a medida na semana passada.

À chegada à Convenção Autárquica Nacional do PS, em Leiria, o líder socialista responde assim ao desafio lançado na sexta-feira pelo presidente do Chega, André Ventura, para aprovar a descida da taxa dos atuais 23% para 13%. Carneiro insiste que, além dos combustíveis, os socialistas propuseram também a redução de custos com eletricidade, gás de botija e bens alimentares essenciais, medidas que, segundo diz, foram rejeitadas pela AD, pelo Chega e pela Iniciativa Liberal.

O dirigente socialista acrescenta ainda que foi o primeiro líder partidário a defender junto do Governo a preparação de um plano para responder a uma crise de preços, em particular nos combustíveis, após a guerra iniciada por Israel e U.S. contra o Irão. Na sua leitura, cabe agora ao Chega explicar porque faltou ao apoio dessas propostas nas votações anteriores.

Autonomias locais entram na agenda socialista

Paralelamente à discussão fiscal, José Luís Carneiro enquadra a Convenção Autárquica Nacional como uma etapa da estratégia do PS para rever a organização do poder político. O dirigente defende uma nova abordagem aos poderes locais, com reforço de meios humanos e financeiros para as autarquias.

Essa posição aponta para uma agenda de maior autonomia municipal, numa altura em que os partidos procuram afirmar prioridades económicas e institucionais. A defesa de mais recursos para o poder local surge assim como um segundo eixo político da intervenção socialista em Leiria.

No nosso artigo anterior sobre a proposta do Chega para reduzir temporariamente o IVA dos combustíveis de 23% para 13%, explicámos que o partido apresentou um projeto de lei com duração de 12 meses (renovável) e com avaliação de impacto ao fim de seis meses. Referimos ainda que a iniciativa estava agendada para debate na Assembleia da República a 24 de setembro e foi usada como forma de pressão política sobre o PS no contexto do aumento do custo de vida.

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