EUR/USD se estabiliza perto de $1,17 com a reunião do BCE e os dados de inflação dos EUA
O euro oscilou perto de US$ 1,17 em relação ao dólar dos E.U.A. na quarta-feira, com os investidores se preparando para uma decisão de política do Banco Central Europeu e para as divulgações da inflação dos E.U.A., que podem definir a direção de curto prazo da moeda. Embora se espere que o BCE mantenha as taxas inalteradas em uma segunda reunião consecutiva, os investidores estão avaliando se os novos dados dos E.U.A. podem acelerar a fraqueza do dólar, forçando o Federal Reserve a fazer cortes mais profundos.
Este artigo foi traduzido do original. Leia a versão original do nosso correspondente aqui.
Destaques
- Euro se mantém em US$ 1,17, já que se espera que o BCE mantenha a política.
- As apostas de corte da taxa do Fed dependem dos próximos dados de inflação dos E.U.A.
- Os riscos políticos e geopolíticos acrescentam um cenário frágil.
O BCE tem espaço para fazer uma pausa, já que a inflação da zona do euro permanece ancorada em torno da meta pelo terceiro mês consecutivo, reduzindo a pressão para um aperto adicional. Uma postura política estável reflete a cautela em meio à incerteza comercial persistente, mesmo que os fundamentos do euro pareçam estáveis.

Dinâmica de preços do EUR/USD (Fonte: TradingView)
Nos Estados Unidos, dados mais brandos do mercado de trabalho na semana passada reforçaram as expectativas de um corte na taxa de juros em setembro, com o debate agora focado em se o Fed reduzirá em 25 pontos-base ou optará por um movimento mais ousado de 50 pontos-base. Uma impressão de inflação mais branda reforçaria o argumento a favor de uma flexibilização agressiva, provavelmente ampliando os ganhos do euro, enquanto leituras mais fortes poderiam atenuar o ímpeto.
Cenário político e tensão geopolítica
O presidente da França, Emmanuel Macron, tentou estabilizar a política interna ao nomear Sébastien Lecornu como primeiro-ministro, sua terceira nomeação em um ano. A mudança ressalta a contínua instabilidade na França, mas teve pouco impacto imediato no mercado.
A geopolítica, entretanto, continua sendo um risco. O apelo do presidente dos EUA, Donald Trump, para que a União Europeia imponha tarifas de 100% sobre as importações da Índia e da China aumentou as tensões, associando a medida à pressão da Rússia sobre a Ucrânia. Enquanto isso, a Polônia abateu drones russos que entraram em seu espaço aéreo, destacando a fragilidade de segurança enfrentada pela Europa. Esses acontecimentos reforçam a sensibilidade do euro ao risco político e militar.
O quadro técnico mostra uma negociação dentro de uma faixa
No gráfico de 4 horas, o EUR/USD continua a se consolidar entre $1,1650 e $1,1750, com repetidas rejeições perto do limite superior. As EMAs de 20 e 50 períodos alinhadas em torno de $1,1670-$1,1650 fornecem um forte suporte de curto prazo.
Um rompimento decisivo acima de $1,1750 pode abrir caminho para $1,18, enquanto um deslizamento abaixo de $1,1650 arrisca um recuo para $1,16. O RSI permanece favorável, embora não esteja esticado, sugerindo espaço para movimento em qualquer direção quando os catalisadores de dados chegarem.
Perspectivas
O próximo movimento do euro será ditado pela reunião do BCE de quinta-feira e pelas impressões da inflação dos E.U.A. que se seguirão. Por enquanto, o par parece estar dentro de uma faixa, com $1,1650 atuando como um piso firme e $1,1750 como um teto. Os traders permanecerão cautelosos até que surja clareza, com o equilíbrio de risco inclinado pelo fato de o Fed realizar ou não o corte maior nas taxas que os mercados estão começando a precificar.
Conforme discutido anteriormente na cobertura anterior, a resistência do euro sempre dependeu menos das mudanças políticas europeias e mais da dinâmica monetária dos EUA. A mesma dinâmica é visível agora, com a reação do dólar à inflação e às decisões do Fed provavelmente sendo o fator decisivo.
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