B3 vê negociação de ETF de small caps superar fundo do Ibovespa em outubro
O avanço das negociações de ETFs na bolsa brasileira ganha tração em 2026, com o SMAL11 assumindo a liderança sobre o BOVA11 em volume médio diário no início de outubro. O movimento ocorre em meio à expansão mais ampla do mercado de fundos de índice, que registra aumento de investidores, produtos disponíveis e estoque financeiro em custódia.
Destaques
- SMAL11 movimenta em média R$ 1,63 bilhão por dia até 13 de outubro, superando em 15% o volume do BOVA11 no mesmo período.
- O volume financeiro médio diário do SMAL11 em 2026 até 13 de outubro sobe 72%, atingindo R$ 320 milhões frente aos R$ 186 milhões de 2025.
- O total de investidores em ETFs na B3 alcança 945 mil em setembro, aumento de 29,8% desde dezembro de 2025, e o estoque financeiro cresce 60,4% para R$ 146 bilhões.
Volume do SMAL11 acelera em outubro
Conforme levantamento da B3, o SMAL11, ETF que acompanha o Índice Small Cap, movimenta em média R$ 1,63 bilhão por dia no mês até 13 de outubro, cerca de 15% acima dos R$ 1,42 bilhão registrados pelo BOVA11 no mesmo período.No acumulado de 2026 até 13 de outubro, o volume financeiro médio diário do SMAL11 alcança R$ 320 milhões, alta de aproximadamente 72% em relação à média diária de R$ 186 milhões de 2025. A quantidade média diária negociada também sobe de 1,8 milhão para 2,7 milhões de cotas, avanço de 50%.
O movimento se intensifica a partir de 7 de outubro. Nos quatro pregões entre os dias 7 e 13, o SMAL11 registra volume médio diário de R$ 2,14 bilhões, 81% acima do BOVA11, e fica à frente do fundo atrelado ao Ibovespa em todos os pregões desse intervalo.
A fatia do SMAL11 no volume financeiro total de ETFs negociados na B3 também cresce. No início de setembro, o fundo oscila predominantemente entre 10% e 23% do total, mas no fim daquele mês e começo de outubro se aproxima da faixa de 30% a 35%, chegando a 59,4% em 8 de outubro.
O recorte específico do SMAL11 mostra predominância de investidores institucionais, com 56,2% do volume negociado, e de não residentes, com 39,9%. A B3 ressalta que esses percentuais representam participação nas negociações e não entrada líquida de recursos no fundo.
Mercado de ETFs amplia base e oferta
O avanço das small caps também aparece na comparação entre os conjuntos de ETFs de cada índice. Entre 7 e 14 de outubro, os ETFs de small caps movimentam em média R$ 2,16 bilhões por dia, 44% acima dos R$ 1,50 bilhão dos ETFs de Ibovespa.Esse desempenho ocorre em um mercado de ETFs que segue em expansão no Brasil. Segundo o boletim de setembro da B3, os fundos de índice encerram o mês com 945 mil investidores com posição em custódia, alta de 29,8% em relação aos 728 mil de dezembro de 2025, o que representa acréscimo de 217 mil investidores em nove meses.
No mesmo período, o número de ETFs disponíveis para negociação passa de 175 para 229, crescimento de 30,9%. O estoque financeiro em custódia avança de R$ 91 bilhões para R$ 146 bilhões, alta de 60,4%, embora essa variação possa refletir tanto movimentações de cotas quanto mudanças no valor dos ativos, sem equivaler à captação líquida.
De janeiro a setembro de 2026, o volume financeiro médio diário negociado em ETFs atinge R$ 1,737 bilhão, 12,6% acima da média de R$ 1,542 bilhão de todo o ano de 2025. Em setembro, o indicador chega a R$ 1,766 bilhão, com alta de 49,9% sobre o mesmo mês do ano anterior e de 9,3% ante agosto.
Em nossa matéria anterior sobre a aceleração da atividade na B3 em setembro de 2026, destacamos o forte avanço do volume financeiro médio negociado em ações, além do crescimento em contratos futuros. Também apontamos que as emissões e o estoque de renda fixa continuaram em expansão, acompanhados pelo aumento da base de investidores, reforçando um cenário de maior liquidez no mercado brasileiro.
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