PSI fecha estável em Lisboa com Galp a limitar perdas do mercado

PSI fecha estável em Lisboa com Galp a limitar perdas do mercado
Galp limita perdas no PSI

A bolsa de Lisboa encerra praticamente sem variação numa sessão marcada por pressão vendedora nas principais praças europeias. O desempenho do PSI reflete o peso das quedas de Jerónimo Martins, BCP e EDPR, enquanto a subida da Galp reduz o impacto negativo no índice.

Destaques

  • O PSI fechou praticamente estável, recuando 0,01% para 8.931,03 pontos, com pressão vinda de baixas em bolsas europeias devido a tensões no Médio Oriente.
  • Jerónimo Martins (-0,85% para 17,57 euros), BCP (-0,73% para 0,9276 euros) e EDPR (-0,14% para 14,01 euros) pesaram negativamente no índice, enquanto construtoras Mota-Engil (-1,32%) e Teixeira Duarte (-1,44%) lideraram perdas.
  • Galp valorizou 1,04% para 19,46 euros, limitando as perdas do PSI, enquanto fora do índice Martifer disparou 6,96% após a Visabeira falhar objetivo em OPA.

Mercado português acompanha fraqueza europeia

Como noticiou o Jornal de Negócios, a bolsa de Lisboa fecha esta segunda-feira com uma descida de 0,01%, levando o PSI para 8.931,03 pontos, num contexto de tendência negativa nas principais bolsas europeias pressionadas pelos novos confrontos no Médio Oriente, apesar de Israel e o Irão terem entretanto cessado as hostilidades.

Entre os 16 títulos do índice de referência nacional, apenas seis negoceiam no vermelho, com o trio de pesos pesados Jerónimo Martins, BCP e EDPR a condicionar o desempenho agregado. A retalhista recua 0,85% para 17,57 euros, o banco perde 0,73% para 0,9276 euros e a elétrica desce 0,14% para 14,01 euros.

As maiores perdas dentro do PSI pertencem às construtoras. A Mota-Engil cai 1,32% para 4,486 euros e a Teixeira Duarte recua 1,44% para 0,4115 euros, destacando a pressão sobre o segmento da construção na sessão.

Energia e operações corporativas marcam a sessão

Do lado das valorizações, a Galp limita perdas mais acentuadas no índice ao subir 1,04% para 19,46 euros, acompanhando os ganhos do crude nos mercados internacionais. O comportamento da petrolífera reforça a influência do setor energético na evolução diária do mercado português.

Fora do PSI, a Martifer dispara 6,96% para 2,46 euros, depois de a Visabeira não ter atingido o objetivo de passar a deter mais de 90% do capital na oferta pública de aquisição sobre a empresa cotada. O movimento destaca a sensibilidade das ações fora do índice principal a desenvolvimentos ligados a operações de mercado.

Na nossa publicação, analisámos a sessão em que o PSI negociou em contraciclo face às quedas nas principais praças europeias, num contexto de forte subida do petróleo e do gás e de incerteza sobre a trajetória dos juros nos EUA. O destaque esteve no peso de utilities e energia no índice — com o setor a ajudar a amortecer a volatilidade — e nos possíveis efeitos para Portugal, desde custos de combustíveis e eletricidade até ao impacto em carteiras expostas a ações internacionais.

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