UBS aponta risco de correção para Hapvida e Dasa após eleição no Brasil

UBS aponta risco de correção para Hapvida e Dasa após eleição no Brasil
Risco para Hapvida e Dasa

A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva reforça, na avaliação do UBS, o risco de reversão na curva de juros e aumenta a pressão potencial sobre ações do setor de saúde. O banco vê Hapvida e Dasa como as empresas mais expostas a esse movimento, enquanto destaca a Bradesco Saúde como opção defensiva no segmento.

Destaques

  • Hapvida e Dasa apresentam maior risco de correção após a eleição no Brasil devido à sensibilidade elevada ao possível aumento de juros, segundo o UBS.
  • Entre o primeiro turno e agora, os papéis de saúde acompanhados pelo UBS subiram 17% a 33% enquanto a taxa de juros de 10 anos caiu cerca de 175 pontos-base.
  • UBS aponta Bradesco Saúde como escolha defensiva preferida por menor alavancagem e estabilidade, mantendo recomendações de compra e preços-alvo inalterados.

Leitura do UBS sobre juros e ações de saúde

Segundo InfoMoney, citando análise do UBS, a reeleição elimina a expectativa de mudança de governo e pode inverter parte do movimento recente de alívio na curva de juros que favoreceu ações de saúde. Nas semanas seguintes ao primeiro turno, os papéis acompanhados pelo banco avançaram entre 17% e 33%, em um ambiente no qual a taxa de juros de 10 anos recuou cerca de 175 pontos-base.

Na visão do banco, Hapvida e Dasa concentram a maior sensibilidade a uma eventual correção nesse cenário, tanto pelo desempenho recente quanto pelo nível de avaliação. O UBS afirma que uma alta de 100 pontos-base na taxa de juros pode reduzir de forma significativa o valor justo dessas ações, com efeito direto também sobre os lucros projetados.

Impacto para o setor e posição defensiva

Em um ambiente mais adverso para os ativos de risco, a Bradesco Saúde aparece como a escolha defensiva preferida do UBS. O banco sustenta essa leitura na menor alavancagem da companhia e em sua maior estabilidade financeira.

Apesar da cautela com o comportamento dos juros, o UBS mantém inalterados os preços-alvo das ações sob cobertura e continua recomendando compra para algumas empresas do setor. A avaliação do banco indica que o desempenho futuro dos papéis segue atrelado principalmente à evolução das taxas de juros no Brasil.

Na nossa publicação anterior sobre o rali das ações de saúde após o primeiro turno, explicámos que a alta dos papéis foi sustentada principalmente pela queda dos juros curtos e longos, que reduz o custo de capital e melhora as projeções de lucro — com destaque para empresas mais alavancadas, como Hapvida e Dasa. Também apontámos que, caso o juro de 10 anos continue recuando, ainda poderia haver espaço para ganhos adicionais em nomes como Bradesco Saúde e Rede D’Or, embora com risco de realização no curto prazo.

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