PSI recua no arranque da semana pressionado por energia e Ibersol
A bolsa de Lisboa inicia a semana em baixa, acompanhando o sentimento negativo das principais praças europeias. Pelas 08h15, o PSI desce 0,30% para 9.248,46 pontos, numa sessão marcada pelas quedas da energia e pela pressão adicional do recuo do setor tecnológico na Europa.
Destaques
- O PSI opera com nove empresas em queda, lideradas pela Ibersol com recuo de 2,12%, enquanto Corticeira Amorim permanece inalterada.
- EDP Renewables recua 1,26%, EDP perde 0,70% e Galp desvaloriza 0,77%, acompanhando queda de quase 3% no petróleo após notícias sobre Trump e Irão.
- Desempenho negativo do PSI segue tendência das bolsas europeias, pressionadas por sell-off tecnológico e alta nos preços da energia, aumentando a aversão ao risco.
Quedas no PSI e destaque para energia
Segundo o Jornal de Negócios, o principal índice bolsista português segue com nove cotadas em queda, seis em alta e uma inalterada, a Corticeira Amorim, que divulga esta segunda-feira as contas dos primeiros nove meses do ano.Na liderança das descidas está a Ibersol, que perde 2,12%. Entre as empresas de maior peso, a EDP Renewables recua 1,26%, a EDP cede 0,70% e a Galp desvaloriza 0,77%, numa manhã em que o petróleo cai perto de 3% com a notícia de que Donald Trump poderá dar mais tempo à via diplomática com o Irão.
A Corticeira Amorim mantém-se inalterada no arranque da sessão. Na primeira metade do ano, o resultado líquido da empresa afundou 31,7% para 25,17 milhões de euros face ao mesmo período do ano anterior.
Contexto europeu agrava pressão nos mercados
O desempenho de Lisboa acompanha a tendência negativa das bolsas europeias no arranque da semana. O movimento surge depois de, na sexta-feira, a praça nacional ter encerrado em baixa, em linha com a maré vermelha registada no resto da Europa.Nessa sessão, os mercados foram pressionados por um sell-off no setor tecnológico e por uma nova subida dos preços da energia. Esse enquadramento continua a pesar no sentimento dos investidores, num início de semana marcado por maior aversão ao risco nos mercados acionistas.
Na nossa publicação, já destacámos que a produção elétrica em Portugal continental mantém uma forte base renovável, com mais de 70% da eletricidade gerada em setembro a vir de fontes limpas. O artigo detalhou o contributo equilibrado de eólica, hídrica e solar, bem como o impacto dessa incorporação na redução de importações energéticas e de emissões, reforçado pelo aumento da capacidade instalada nos últimos anos.
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