EURES alerta para custos iniciais da mobilidade laboral na UE
Mudar para outro país da União Europeia para trabalhar exige uma folga financeira que vai muito além da renda mensal da casa. Depósitos de arrendamento, ligações de serviços e o possível atraso até ao primeiro salário podem elevar de forma significativa o montante necessário nas primeiras semanas.
Destaques
- EURES alerta que custos iniciais de mobilidade laboral na UE podem atingir entre 3.000 e 5.000 euros em cidades como Berlim e Barcelona.
- Despesas iniciais incluem cauções de dois a três meses de renda, utilidades, transporte e custos administrativos, frequentemente exigidos antes da entrada no primeiro salário.
- Pagamentos salariais atrasados podem obrigar trabalhadores a suportar seis a oito semanas de despesas próprias, aumentando o risco financeiro do processo de relocalização.
Custos imediatos da mudança
Como refere o EURES, a instalação noutro país da UE pode implicar encargos iniciais elevados antes mesmo do início da vida profissional no destino. Em muitos países europeus, os senhorios pedem uma caução equivalente a dois ou três meses de renda, à qual se soma frequentemente o pagamento antecipado do primeiro mês.A estes valores juntam-se despesas com eletricidade, gás, internet e água, que podem incluir taxas de ligação ou depósitos iniciais, sobretudo para quem ainda não tem histórico de crédito local ou contrato permanente. O transporte é outro custo a considerar desde o primeiro dia, seja através da compra imediata de um passe mensal, seja pela necessidade de adquirir um carro em segunda mão quando a rede pública é limitada.
Segundo a informação apresentada, estes encargos iniciais podem atingir entre 3.000 e 5.000 euros em cidades como Berlim ou Barcelona. Em capitais mais caras, como Dublin ou Copenhaga, o valor pode ser ainda mais elevado, aumentando o risco financeiro para quem não criou uma reserva suficiente antes da partida.
Planeamento financeiro e apoio disponível
O arranque no novo emprego também pode ser condicionado pelo calendário de pagamentos da empresa. Quando o salário é pago em atraso, um trabalhador que começa funções no início de setembro pode só receber no fim de outubro, o que obriga a suportar entre seis e oito semanas de despesas correntes com poupanças próprias.Além disso, há custos administrativos que variam consoante o país, incluindo registo de residência, obtenção de número fiscal, seguro de saúde adicional e traduções certificadas de diplomas. Para quem se muda com a família, podem ainda surgir taxas de inscrição escolar ou depósitos para creches, alargando a pressão sobre o orçamento inicial.
O EURES indica que a secção sobre condições de vida e de trabalho na Europa reúne informação sobre habitação, ensino, impostos, custo de vida, saúde, legislação social e reconhecimento de qualificações. Os conselheiros da rede também podem prestar apoio específico sobre cauções médias, custos de serviços, ciclos de pagamento salarial e eventual acesso a subsídios de relocalização, ajudando os trabalhadores a preparar um orçamento mais realista antes da mudança.
Na nossa publicação anterior sobre a proposta do Orçamento do Estado para 2027, detalhámos as principais mudanças fiscais previstas, incluindo a atualização dos escalões do IRS, ajustes no IRC e novas regras de isenção no IMT, com efeitos em trabalhadores e no acesso à habitação. O texto também destacou incentivos ligados a alojamento disponibilizado por empregadores e medidas que podem alterar o rendimento líquido e o custo de instalação, aspetos relevantes para quem está a preparar uma mudança e a fazer contas ao orçamento inicial.
Últimas notícias Housing Market
- Forex
- Crypto