Fundos europeus devem reforçar competitividade e emprego qualificado, defende ex-comissária

Fundos europeus devem reforçar competitividade e emprego qualificado, defende ex-comissária
Competitividade e emprego na UE

Num momento em que se discute o futuro das prioridades europeias, a antiga comissária para a Coesão e Reformas defende que os fundos da União Europeia devem ser orientados para aumentar a competitividade, criar emprego qualificado e valorizar o potencial de cada território. O aviso surge também com um alerta para o impacto que eventuais cortes no próximo orçamento europeu podem ter nestes objetivos e para a pressão crescente sobre Lisboa.

Destaques

  • Ex-comissária para a Coesão e Reformas defende que fundos europeus priorizem setores com impacto direto na competitividade e emprego qualificado.
  • A próxima proposta de orçamento europeu pode enfrentar cortes, limitando recursos para reduzir desequilíbrios regionais e apoiar o crescimento económico.
  • A ex-responsável europeia alerta para a necessidade de mobilizar casas devolutas em Lisboa, visando aliviar a pressão habitacional e redistribuir atividade económica.

Prioridades para fundos e orçamento europeu

Segundo Jornal de Negócios, a ex-comissária para a Coesão e Reformas afirma, em entrevista à margem da conferência "40 anos de Portugal Europeu: o que se segue?", promovida pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, que os fundos europeus devem ser canalizados para áreas com impacto direto na competitividade da economia e na criação de emprego mais qualificado.

Na mesma entrevista, defende ainda uma estratégia que valorize as capacidades específicas de cada território, numa lógica de desenvolvimento mais equilibrado. O entendimento é que a aplicação destes recursos deve apoiar o crescimento económico e reduzir desequilíbrios regionais, num contexto em que o próximo orçamento europeu pode enfrentar cortes suscetíveis de limitar essa ambição.

Pressão sobre Lisboa e uso do parque habitacional

A antiga responsável europeia alerta também para a necessidade de medidas que permitam mobilizar casas devolutas, com o objetivo de aliviar a pressão habitacional e territorial. Essa resposta surge associada à preocupação com a concentração excessiva em Lisboa e com os efeitos económicos e sociais dessa pressão.

Na sua avaliação, a capital portuguesa está a perder dinamismo e a tornar-se "claustrofóbica", sinalizando riscos para a atratividade e para o funcionamento do principal centro urbano do país. A posição reforça o debate sobre políticas de habitação, coesão territorial e redistribuição da atividade económica para outras regiões de Portugal.

Na nossa publicação anterior sobre a cimeira do Conselho Europeu de 15 e 16 de outubro, destacámos as prioridades do Parlamento Europeu para o próximo quadro financeiro plurianual 2028-2034 e a pressão para evitar cortes no orçamento comunitário. O texto enquadrou ainda como temas como competitividade, energia, apoio à Ucrânia, defesa e migração entram no centro das negociações e podem condicionar as escolhas estratégicas da UE nos próximos anos.

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