Crédito às famílias em Portugal atinge máximo histórico em março
As novas operações de crédito às famílias em Portugal sobem em março para 4.057 milhões de euros, no valor mais elevado da série iniciada em janeiro de 2003. O aumento ocorre no primeiro mês da guerra referida no contexto da divulgação e inclui tanto novos contratos como renegociações.
Destaques
- Novas operações de crédito às famílias em Portugal somaram 4.057 milhões de euros em março, aumento de 978 milhões face a fevereiro.
- Contratos de crédito aos particulares atingiram 3.304 milhões de euros, com crédito habitação a contribuir 2.238 milhões, ambos atingindo máximos históricos.
- Renegociações subiram para 753 milhões de euros em março, mais 219 milhões que no mês anterior, destacando dinâmica crescente no segmento habitação.
Subida do crédito e renegociações em março
Como divulgou o Banco de Portugal, o montante de novas operações de crédito às famílias, incluindo renegociações, aumenta 978 milhões de euros face ao mês anterior e totaliza 4.057 milhões de euros em março.Os novos contratos de crédito aos particulares atingem 3.304 milhões de euros, mais 759 milhões do que em fevereiro. O supervisor destaca que todas as finalidades registam novos máximos históricos.
Nos empréstimos para habitação, o montante sobe 536 milhões de euros, para 2.238 milhões de euros. No crédito ao consumo, o aumento é de 143 milhões, para 734 milhões de euros, enquanto os empréstimos para outros fins avançam 80 milhões, para 333 milhões de euros.
As renegociações totalizam 753 milhões de euros, mais 219 milhões do que no mês anterior. Segundo o BdP, este acréscimo concentra-se nas renegociações de empréstimos para habitação, que representam 211 milhões de euros desse aumento.
Impacto no mercado de crédito doméstico
Os dados mostram uma aceleração expressiva da procura ou reformulação de financiamento por parte das famílias, com março a romper o padrão de estabilidade observado nos meses anteriores.As renegociações de crédito mantinham-se praticamente estáveis em torno dos 500 milhões de euros desde junho de 2024, mas em março ultrapassam esse nível. A evolução sugere uma alteração relevante na dinâmica do mercado de crédito às famílias, sobretudo no segmento da habitação.
Na nossa publicação anterior sobre a aceleração do crédito à habitação em Portugal, referimos que o stock de empréstimos imobiliários atingiu 113,6 mil milhões de euros no final de março de 2026, com um crescimento homólogo de 10,6%. Também assinalámos que a Euribor mais elevada estava a pressionar as prestações, sobretudo nos contratos de taxa variável, aumentando os riscos de acessibilidade e o endividamento das famílias, apesar de medidas públicas que continuam a sustentar a procura.
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