Produção automóvel em Portugal acelera no arranque de 2026 com exportações a dominar

Produção automóvel em Portugal acelera no arranque de 2026 com exportações a dominar
Produção automóvel acelera

A produção automóvel em Portugal mantém um ritmo de crescimento forte no início de 2026, apoiada pelo aumento da atividade fabril e pelo peso da Autoeuropa no total nacional. Nos primeiros quatro meses do ano, as fábricas instaladas no país produziram 116.352 veículos, reforçando a perspetiva de o setor voltar a superar a marca das 300 mil unidades.

Destaques

  • Produção automóvel em Portugal atinge 116.352 veículos até abril de 2026, crescendo 7,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.
  • Em abril, foram produzidos 31.084 veículos, uma subida homóloga de 14,2%, com destaque para modelos como o T-Roc da Autoeuropa.
  • Exportações representam 98,4% da produção, sendo a Europa o principal destino com 72,3%, liderada por Alemanha (19,9%), Turquia (14,4%), Itália (13%) e França (11,6%).

Crescimento da produção no primeiro quadrimestre

Como refere a ACAP, a produção acumulada até abril cresce 7,3% face ao mesmo período do ano anterior, depois de das fábricas portuguesas terem saído 116.352 veículos nos primeiros quatro meses de 2026.

Desse total, 92.864 correspondem a ligeiros de passageiros, incluindo os T-Roc fabricados pela Autoeuropa em Palmela. O desempenho do último mês dá um contributo relevante para este resultado, com 31.084 veículos produzidos em abril, o que representa uma subida homóloga de 14,2%.

O arranque do ano sugere assim continuidade para a trajetória do setor, depois de Portugal ter ultrapassado no ano passado a fasquia das 300 mil unidades produzidas, um volume que consolida o país como produtor automóvel relevante.

Peso das exportações sustenta o setor

O perfil exportador da indústria automóvel portuguesa continua a marcar o desempenho do setor, com 98,4% dos veículos fabricados no país a seguirem para mercados externos, segundo a associação das fabricantes.

A Europa mantém-se como principal destino das exportações, absorvendo 72,3% dos veículos produzidos em território nacional. Entre os mercados de maior peso estão a Alemanha, com 19,9%, a Turquia, com 14,4%, a Itália, com 13,0%, e a França, com 11,6%, num quadro em que unidades como a Autoeuropa e a Stellantis de Mangualde continuam centrais para a balança comercial portuguesa.

Na nossa publicação anterior sobre o lay-off na Coindu em Joane, analisámos a decisão de colocar 493 trabalhadores em lay-off, num contexto de pressão prolongada sobre o setor automóvel europeu. O texto recordava ainda a sequência recente de encerramentos e despedimentos coletivos na empresa, ilustrando como a reestruturação na indústria de componentes pode coexistir com a necessidade de ajustar capacidade e encomendas no setor.

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