CAP participa em protesto europeu para exigir apoios ao setor agrícola

CAP participa em protesto europeu para exigir apoios ao setor agrícola
CAP exige apoios urgentes

O setor agrícola europeu mobiliza-se em Estrasburgo contra a subida dos custos dos fertilizantes, combustíveis e energia, numa ação que coincide com a apresentação do Plano Europeu de Ação para os Fertilizantes pela Comissão Europeia. A Confederação dos Agricultores de Portugal junta-se ao protesto para pressionar Bruxelas e também o Governo português, que a organização considera estar a aplicar menos medidas de apoio do que outros países da União Europeia.

Destaques

  • A CAP participou no protesto junto ao Parlamento Europeu, exigindo medidas para travar a subida dos custos de fertilizantes, combustíveis e energia.
  • A organização agrícola pede a suspensão do CBAM, que taxa fertilizantes importados, e critica o impacto na competitividade e segurança alimentar europeia.
  • A CAP acusa o Governo português de não conceder apoios práticos aos agricultores, colocando a produção nacional em desvantagem face a Espanha, França e Itália.

Protesto europeu centra-se nos custos de produção

De acordo com o Jornal de Negócios, segundo um comunicado da Confederação dos Agricultores de Portugal, a CAP participa esta terça-feira, junto ao Parlamento Europeu, numa ação promovida pelas principais organizações agrícolas europeias sob o lema "crise nos fertilizantes e nos combustíveis hoje, crise alimentar amanhã". A iniciativa visa alertar para o impacto que o aumento dos custos dos fertilizantes, combustíveis e energia está a ter na viabilidade económica das explorações agrícolas.

A organização explica que o setor reclama medidas de apoio, incluindo a suspensão do Mecanismo de Ajustamento Carbónico Fronteiriço, o CBAM, que taxa produtos importados com base nas emissões de carbono, nomeadamente fertilizantes. O protesto arranca às 9h, hora de Lisboa, no momento em que a Comissão Europeia apresenta o seu plano de ação para os fertilizantes.

Luís Mira, secretário-geral da CAP, representa os agricultores portugueses nesta ação e defende medidas concretas, urgentes e eficazes para travar a escalada dos custos. Na perspetiva da confederação, o atual nível de encargos compromete a competitividade da agricultura europeia e aumenta os riscos para a segurança alimentar.

Agricultores portugueses pressionam Governo por resposta

A CAP sublinha que a manifestação também funciona como um sinal político dirigido ao Governo português. A confederação afirma que Portugal continua entre os países da União Europeia com menos medidas concretas de apoio efetivamente aplicadas aos agricultores, o que coloca a produção nacional em desvantagem face a concorrentes como Espanha, França e Itália.

Segundo a organização, esses Estados-membros já executam pacotes de apoio destinados a compensar o aumento dos custos dos combustíveis, fertilizantes e outros fatores de produção. Em contraste, os agricultores portugueses continuam, na leitura da CAP, confrontados com anúncios e promessas sem respostas práticas que aliviem a pressão sobre os rendimentos das explorações.

Luís Mira considera inaceitável que os produtores nacionais sejam obrigados a competir em desigualdade dentro do mercado europeu por falta de apoio político. A confederação insiste que a agricultura portuguesa precisa de uma resposta imediata para proteger a produção, os agricultores e a economia rural.

Na nossa publicação anterior, analisámos o ajuste do mecanismo extraordinário de desconto do ISP aplicado ao gasóleo rodoviário e à gasolina sem chumbo, numa tentativa de amortecer a volatilidade dos preços dos combustíveis. O texto explicou como a redução do alívio no gasóleo e o reforço na gasolina refletem as previsões de evolução dos preços e a pressão que os custos energéticos continuam a exercer sobre consumidores e empresas.

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