Lisboa sob investigação por suspeitas de corrupção em juntas de freguesia
Uma operação da Polícia Judiciária decorre em Lisboa com buscas a juntas de freguesia e empresas no âmbito de suspeitas de corrupção. A investigação também apura eventual financiamento partidário ilegal e pode levar a detenções até ao fim do dia.
Destaques
- A operação da Unidade Nacional Contra a Corrupção mobiliza mais de 100 inspetores para buscas em juntas de freguesia e empresas em Lisboa.
- A Junta de Freguesia de Santa Maria Maior e o ex-presidente Miguel Coelho estão entre os principais alvos da recolha de documentação e dados informáticos.
- A investigação, motivada por suspeitas de corrupção e possível financiamento partidário ilegal, intensifica a pressão sobre a administração local lisboeta após o caso Tutti Frutti.
Buscas concentram-se em juntas e recolha de prova
Como noticiou o CM, a operação mobiliza mais de uma centena de inspetores da Unidade Nacional Contra a Corrupção e centra-se na recolha de documentos e dados informáticos, incluindo informação existente em telemóveis e computadores.A Junta de Freguesia de Santa Maria Maior está entre os alvos, bem como o ex-presidente Miguel Coelho. As diligências decorrem também em empresas localizadas na capital, numa nova frente de investigação ligada à gestão autárquica em Lisboa.
Pressão reforçada sobre o setor autárquico
O inquérito surge após o processo Tutti Frutti e volta a colocar as juntas de freguesia sob escrutínio judicial, num momento de maior pressão sobre os mecanismos de controlo e transparência na administração local.Além das suspeitas de corrupção, a investigação admite a possibilidade de financiamento partidário ilegal. Até ao final do dia, alguns dos suspeitos podem ser detidos, alargando o impacto político e institucional da operação.
Na nossa publicação anterior sobre a operação “Águas Turvas”, explicámos que a empresa municipal Águas de Gaia ficou no centro de suspeitas de manipulação de concursos públicos e favorecimento na adjudicação de obras. Referimos que a investigação levou a detenções e apontava para possíveis contrapartidas e benefícios indevidos ligados à contratação pública, aumentando a pressão sobre os mecanismos de controlo e transparência nas entidades locais.
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