Portugal destaca energia e Sines na atração de investimento industrial

Portugal destaca energia e Sines na atração de investimento industrial
Energia e Sines impulsionam Portugal

No período pós-pandemia, o Governo defende que a economia portuguesa mantém capacidade de crescer, criar emprego e captar investimento. Em Sines, essa leitura é ligada ao peso do porto, à energia e a vários projetos industriais e tecnológicos em curso na região.

Destaques

  • O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, destacou esta terça-feira em Sines as vantagens competitivas de Portugal na localização industrial, com foco central na energia.
  • Segundo estudo do Banco de Portugal citado pelo ministro, os salários reais em Portugal estão a crescer acima de 3% após a pandemia e o pico inflacionista de 2022-2023.
  • A nova Alfândega de Sines, atualmente delegação de Setúbal, começará a operar no Porto de Sines em 1 de janeiro de 2027, reforçando exportações e importações industriais.

Sines reforça argumento industrial

Como noticiou o Jornal de Negócios, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, afirmou esta terça-feira, em Sines, que Portugal tem "vantagens claras" na localização industrial, apontando a energia como um dos fatores centrais dessa competitividade.

Durante a cerimónia de lançamento da nova Alfândega de Sines, no auditório da Administração dos Portos de Sines e do Algarve, o governante disse que a economia portuguesa revela "uma enorme resiliência" no período pós-pandemia, com capacidade de crescimento, atração de investimento, criação de emprego e aumento dos salários.

Para sustentar essa avaliação, Miranda Sarmento citou um estudo do Banco de Portugal, que será apresentado na segunda-feira. Segundo o ministro, os salários reais estão a crescer acima de 3% após a pandemia e depois do período inflacionista de 2022-2023, sinalizando uma subida significativa do rendimento depois da inflação.

Impacto do porto e nova alfândega

Sines surge, segundo o ministro, como um dos principais exemplos da capacidade do país para captar capital e expandir a atividade exportadora. O governante destacou investimentos da CALB, Galp, Repsol, Data Centers e da gigafábrica de IA como prova do dinamismo económico da zona.

Miranda Sarmento considerou ainda o Porto de Sines "absolutamente vital" para a economia portuguesa, tanto nas exportações industriais como na importação de componentes e outras matérias-primas. A nova Alfândega de Sines, que funciona atualmente como delegação aduaneira de Setúbal, passa a operar nas instalações do Porto de Sines, na Zona de Atividades Logísticas, a partir de 1 de janeiro de 2027.

Na nossa publicação, abordámos como a energia se tem afirmado como uma das principais vantagens competitivas de Portugal para atrair localização industrial, num contexto de atenção aos indicadores económicos e às condições externas. Nesse enquadramento, explicámos também a ativação de uma linha de crédito de emergência de 600 milhões de euros para apoiar empresas mais expostas à subida dos custos de energia e combustíveis, combinando garantias públicas e acesso mais rápido a financiamento. O objetivo era mitigar pressões de custos e reforçar a capacidade das empresas para manter investimento e atividade.

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