Portugal vence arbitragem de 260 milhões de euros ligada à resolução do BES

Portugal vence arbitragem de 260 milhões de euros ligada à resolução do BES
Portugal vence arbitragem BES

O Estado português obtém uma decisão favorável num processo de arbitragem internacional relacionado com medidas tomadas no contexto da resolução do Banco Espírito Santo. A queixa, apresentada em 2022 por dois grandes fundos norte-americanos através de três entidades sedeadas nas Maurícias, reclamava cerca de 260 milhões de euros.

Destaques

  • Portugal venceu um processo arbitral de 260 milhões de euros movido por dois fundos norte-americanos, entre eles o Elliott Management, relacionado à resolução do BES.
  • A decisão afasta um encargo potencial significativo para o Estado português em um litígio apresentado como a primeira queixa desse tipo contra Portugal no tribunal do Banco Mundial.
  • O desfecho reforça a posição do Estado na defesa das medidas tomadas na resolução do Banco Espírito Santo e tem implicações reputacionais e financeiras para o setor bancário português.

Decisão arbitral sobre o litígio

Como avançou a Investment Arbitration Reporter, e confirmou a Sábado, Portugal ganha o processo movido no tribunal de arbitragem do Banco Mundial por dois fundos norte-americanos, num caso ainda ligado às decisões tomadas durante a resolução do BES.

Entre os reclamantes está a Elliott Management, descrita no texto como um dos fundos envolvidos na ação. O processo, apresentado em 2022, pedia ao Estado português uma indemnização de cerca de 260 milhões de euros por meio de três entidades sedeadas nas ilhas Maurícias.

Impacto para o Estado e para o setor financeiro

A decisão afasta, para já, um encargo potencial elevado para o Estado num litígio associado a um dos casos mais marcantes da banca portuguesa. O processo era apresentado como a primeira e única queixa colocada naquele tribunal contra Portugal.

O desfecho reforça a posição do Estado na defesa das medidas adotadas no contexto da resolução do Banco Espírito Santo, um tema que continua a ter implicações reputacionais e financeiras para o setor bancário português.

Na nossa publicação, acompanhámos o arranque do programa de recompra de ações do BCP, aprovado no final de maio, com um montante máximo de cerca de 407,5 milhões de euros. Na primeira semana, o banco adquiriu 8,77 milhões de ações próprias, num plano em vigor até dezembro e sujeito aos limites definidos. O movimento foi enquadrado como parte da gestão de capital e da estratégia financeira do banco num contexto de acompanhamento atento do setor bancário português.

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