Portugal emite 1.008 milhões de euros em BT a 11 meses com custo de financiamento mais alto

Portugal emite 1.008 milhões de euros em BT a 11 meses com custo de financiamento mais alto
Dívida lusa sobe custo

Portugal volta ao mercado de dívida de curto prazo e aceita uma taxa superior para captar financiamento. O leilão de bilhetes do Tesouro a 11 meses realizado esta quarta-feira fixa o juro em 2,554% e mostra uma procura 2,44 vezes acima da oferta.

Destaques

  • Portugal emitiu 1.008 milhões de euros em bilhetes do Tesouro a 11 meses com taxa de juro de 2,554%.
  • A taxa de financiamento subiu face ao leilão de 15 de abril, quando mil milhões de euros foram colocados a 2,475%.
  • A procura pelos títulos aumentou para 2,44 vezes o montante oferecido, acima dos 2,17 registados no leilão anterior.

Leilão de curto prazo eleva custo da dívida

Como noticiou o Jornal de Negócios, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, IGCP, realizou esta quarta-feira um leilão de bilhetes do Tesouro a 11 meses no qual emitiu 1.008 milhões de euros, dentro do montante indicativo definido, que podia ir até 1.250 milhões de euros.

A agência liderada por Pedro Cabeços vai pagar um juro de 2,554%, acima do registado no último leilão comparável. A operação confirma um encarecimento do financiamento de curto prazo do Estado português no mercado de dívida.

Procura mantém-se sólida no mercado

No leilão comparável de 15 de abril deste ano, Portugal colocou mil milhões de euros a 11 meses com uma taxa de colocação de 2,475%. Nessa operação, a procura superou a oferta em 2,17 vezes.

Desta vez, apesar da subida da taxa, a procura ficou em 2,44 vezes o montante oferecido, sinalizando interesse dos investidores pelos títulos portugueses de curto prazo. A notícia encontra-se em atualização.

Na nossa publicação, analisámos o aperto das regras europeias para a despesa pública e o alerta de Mário Centeno para um 2027 orçamentalmente muito difícil, com limites de crescimento da despesa líquida abaixo da inflação. O artigo destacou que a rigidez da despesa (salários, Saúde, Justiça e Segurança Social) e a possibilidade de desvios em 2025-2026 reduzem a margem de manobra do Governo, tornando o custo de financiamento e a trajetória da dívida fatores decisivos.

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