Portugal regista forte entrada em certificados de aforro com subida dos juros

Portugal regista forte entrada em certificados de aforro com subida dos juros
Procura recorde por aforro

A procura por certificados de aforro acelera em maio, num contexto de recuperação da remuneração associada à evolução da Euribor. As famílias aplicam 755,9 milhões de euros no mês, o saldo mensal mais elevado em três anos.

Destaques

  • O stock de certificados de aforro em Portugal atingiu 42.447,14 milhões de euros no final de maio, uma subida de 1,81% face a abril.
  • As famílias aplicaram mais 755,9 milhões de euros neste produto em maio, assinalando um dos maiores reforços mensais desde o início de 2023.
  • A procura crescente por certificados de aforro reflete maior atratividade frente a alternativas bancárias, impulsionada pela subida das taxas de juro associadas à Euribor.

Procura em maio impulsiona saldo aplicado

Conforme noticiou o Jornal de Negócios, com base em dados divulgados esta sexta-feira pelo Banco de Portugal, o stock de certificados de aforro atinge 42.447,14 milhões de euros no final de maio. O montante representa uma subida de 1,81% face ao mês anterior.

O reforço de 755,9 milhões de euros aplicado pelas famílias marca um dos movimentos mensais mais expressivos desde o início de 2023. O volume mostra uma aceleração da procura por este produto de poupança numa fase em que a taxa de juro volta a subir.

Impacto na poupança das famílias

A evolução dos certificados de aforro sugere um regresso do interesse dos aforradores por instrumentos de capital garantido, à medida que a Euribor melhora a remuneração oferecida. Este comportamento pode reforçar a canalização de poupança das famílias para produtos do Estado em detrimento de alternativas bancárias de menor retorno.

A comparação com a corrida observada no início de 2023 indica que o mercado volta a reagir de forma sensível às condições de juro. A notícia está em atualização.

Na nossa publicação anterior, destacámos uma sessão de mercado com menor liquidez devido ao fecho de várias bolsas internacionais e com a agenda europeia centrada em decisões políticas e novos indicadores macroeconómicos. Também sublinhámos, em Portugal, a atualização das estatísticas de títulos divulgadas pelo Banco de Portugal e o acompanhamento do programa de recompra de ações do BCP.

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