PS acusa AD e Chega de negociarem cortes nas pensões até 2028

PS acusa AD e Chega de negociarem cortes nas pensões até 2028
PS alerta para cortes em pensões

O debate sobre a revisão laboral alarga-se agora ao terreno orçamental e da Segurança Social, após novas críticas do PS à direita. José Luís Carneiro diz que um eventual entendimento entre AD e Chega pode implicar cortes nas pensões, aumento de impostos ou mais descontos para trabalhadores e empresas.

Destaques

  • José Luís Carneiro acusa Luís Montenegro e André Ventura de negociarem alteração da idade da reforma e da Contribuição Extraordinária de Solidariedade até 2028.
  • O PS estima que o acordo implique um corte de 12% nas pensões em pagamento e risco para as pensões futuras dos jovens.
  • Carneiro calcula que a medida teria um custo anual de 4,5 mil milhões de euros, exigindo explicações públicas aos líderes da AD e Chega.

Impacto potencial na Segurança Social

De acordo com o Jornal de Negócios, o líder do PS eleva o tom das críticas ao referir que André Ventura terá dito publicamente que chegou a um acordo com o primeiro-ministro para alterar a idade da reforma e mexer na Contribuição Extraordinária de Solidariedade. De acordo com José Luís Carneiro, esse entendimento teria implicações até ao fim de 2028.

Na leitura do secretário-geral socialista, o que terá sido negociado entre Luís Montenegro e André Ventura conduz a um corte de 12% nas pensões em pagamento e coloca também em causa as pensões futuras dos mais jovens. Carneiro acrescenta que a medida teria um custo anual de 4,5 mil milhões de euros.

Perante esse valor, o dirigente do PS diz que as alternativas passam por cortar pensões, aumentar impostos ou subir os descontos para a Segurança Social pagos por trabalhadores e empresas. José Luís Carneiro termina a exigir explicações públicas aos dois líderes partidários sobre o conteúdo e o custo das negociações.

Na nossa publicação anterior sobre a proposta de tributação das grandes fortunas, analisámos o alerta do economista Abhijit Banerjee de que cortar programas sociais e tributar pouco os mais ricos torna o modelo de proteção social insustentável. O texto destacava que, em Portugal, o sistema fiscal continua a recair sobretudo sobre salários e pensões, enquanto a discussão sobre um imposto abrangente sobre grandes fortunas permanece por agendar — um enquadramento que ajuda a perceber a tensão atual em torno de eventuais mudanças na Segurança Social.

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