IAPMEI reforça apoio à transição ESG das PME após concluir ciclo de capacitação
Depois de mais de 10 meses de formação regular, o IAPMEI encerra a 9 de julho o programa ESG à 5.ª com a perspetiva de prolongar o apoio às empresas na área da sustentabilidade. A iniciativa soma 34 webinars, cerca de 70 horas de formação e perto de 5 mil participações de empresários, quadros e direções intermédias de empresas com diferentes níveis de maturidade ESG.
Destaques
- O programa ESG do IAPMEI registou perto de 5 mil participações de PME de diversos setores e níveis de maturidade entre setembro de 2025 e junho de 2026.
- A próxima atividade do IAPMEI, em colaboração com a UN Global Compact Portugal, irá apoiar PME na adoção de ferramentas voluntárias de relatório de sustentabilidade.
- O reforço do apoio visa responder à pressão crescente de stakeholders e regulamentação, incentivando a integração de critérios ESG na gestão das PME nacionais.
Fecho do programa e próximos passos
Como refere o IAPMEI, a última sessão de trabalho do ciclo ESG à 5.ª fica dedicada às empresas que acompanham a atividade ao longo dos três ciclos de webinars e serve para rever conteúdos centrais e identificar novas necessidades de capacitação em sustentabilidade.Lançado em setembro de 2025 através da Academia de PME, em parceria com a Associação Rede Mulher Líder, o programa é concebido para ajudar as empresas a iniciar ou acelerar a sua transição ESG. Ao longo do percurso, o organismo reúne especialistas e casos práticos de empresas em fases mais avançadas, numa lógica de aprendizagem entre pares.
Entre os temas trabalhados estão estratégias de transição ESG, constituição de equipas dedicadas, dupla materialidade, mapeamento de stakeholders, financiamento à transição, DNSH, cálculo da pegada ambiental, racionalização de consumos, digitalização verde, objetivos ODS, atração e retenção de talento, sucessão, governance e frameworks de reporte.
Impacto nas PME e continuação do apoio
O balanço do IAPMEI aponta para perto de 5 mil participações no total, abrangendo empresas de vários setores, dimensões e graus de maturidade ESG. Essa diversidade alimenta dinâmicas de partilha de conhecimento e entreajuda que o organismo quer agora aprofundar em novas comunidades de trabalho e em apoio mais direcionado a fases específicas da transição.A próxima atividade já programada resulta de uma parceria entre o IAPMEI e a UN Global Compact Portugal e pretende apoiar PME interessadas em começar a usar uma ferramenta de relato voluntário para divulgar o seu desempenho em sustentabilidade. A continuação destas ações reforça a resposta institucional à crescente pressão regulatória e de mercado para integrar critérios ambientais, sociais e de governance na gestão empresarial.
O fundo de fundos de 1,5 mil milhões de euros do Banco Português de Fomento, que a nossa publicação já analisou, foi apresentado como uma continuação do Fundo de Capitalização e Resiliência para reforçar a capitalização e a escala das empresas em Portugal. Na altura, destacámos que o instrumento pretende mobilizar mais investimento privado do que público, com foco nas PME e execução faseada ao longo de cerca de três anos, ajudando a reduzir a dependência de dívida bancária e a financiar áreas como digitalização e inteligência artificial.
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