CVM aprova acordo com Receita Federal para integrar dados de CNPJ no mercado de capitais

CVM aprova acordo com Receita Federal para integrar dados de CNPJ no mercado de capitais
CVM integra dados CNPJ

A CVM avança na digitalização de rotinas regulatórias ao aprovar um acordo de cooperação técnica com a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil. A medida abrange participantes de mercado registados na autarquia e procura agilizar o cadastro, a alteração de dados e a baixa no CNPJ, além de ampliar a troca de informações entre os órgãos.

Destaques

  • A Comissão de Valores Mobiliários aprovou em 14 de julho de 2026 acordo com a Receita Federal para integrar procedimentos de cadastro do CNPJ no mercado de capitais.
  • O convênio terá vigência de cinco anos a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de alteração ou prorrogação por termo aditivo.
  • A integração visa agilizar, aumentar a eficiência e segurança dos serviços para entidades registradas e aprimorar a supervisão e desenvolvimento do setor de capitais.

Integração cadastral e vigência do convénio

Segundo Portal Gov.br, citando a Comissão de Valores Mobiliários, o colegiado aprovou em reunião de 14 de julho de 2026 o acordo com a União, representada pela Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, para integrar os procedimentos de cadastro ligados ao Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica.

O entendimento cobre processos de inscrição, alteração de dados e baixa do CNPJ para participantes do mercado registados na autarquia. O acordo também prevê intercâmbio de informações para reforçar a recolha, o tratamento, a partilha e o armazenamento de dados cadastrais.

A cooperação técnica tem vigência de cinco anos a contar da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de alteração ou prorrogação por meio de termo aditivo.

Impacto operacional para supervisão e serviços públicos

Na avaliação do presidente da CVM, Otto Lobo, a iniciativa representa um avanço na modernização dos processos administrativos e no reforço da atuação integrada entre a autarquia e a Receita Federal.

Para o mercado de capitais, a integração tende a tornar os serviços mais ágeis, eficientes e seguros para as entidades registadas na CVM, ao mesmo tempo que melhora a qualidade das informações usadas na supervisão e no desenvolvimento do setor. O convénio também reforça o esforço de coordenação entre órgãos públicos na gestão de dados cadastrais.

Na nossa publicação anterior, abordámos o reforço da fiscalização tributária em Portugal em 2025, com aumento de investigações a crimes fiscais, maior acesso a registos bancários e impacto na arrecadação e na eficiência dos serviços do Estado. O texto também destacou medidas em discussão para uniformizar e simplificar taxas administrativas, num esforço de modernização e controlo de processos na administração pública.

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