EWZ ensaia recuperação no pré-mercado após queda histórica de ETF brasileiro nos U.S.
Após a forte reação negativa dos investidores à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, ativos brasileiros negociados no exterior mostram sinais iniciais de estabilização nesta terça-feira. O movimento é liderado pelo EWZ, principal ETF do Brasil listado nos U.S., mas ainda não assegura uma recuperação do Ibovespa ao longo do pregão.
Destaques
- EWZ sobe 0,54% no pré-mercado dos EUA a US$ 34,33 após queda histórica de 19,82% na segunda-feira após reeleição de Lula.
- ADRs brasileiros avançam no exterior: Petrobras PBR +0,71% a US$ 22,64, PBR-A +0,28% a US$ 19,96, Vale +0,58% e Itaú +0,54%.
- Alta pré-mercado em ativos brasileiros sugere correção inicial, mas não garante recuperação do Ibovespa durante a sessão desta terça-feira.
Desempenho do EWZ e dos ADRs brasileiros
Como reportou o InfoMoney Mercados, o EWZ, fundo negociado na Bolsa de Nova York que replica o índice MSCI Brazil, sobe 0,54% no pré-mercado desta terça-feira (27), a US$ 34,33, às 6h39 no horário de Brasília. O avanço ocorre depois de uma queda de 19,82% na véspera, num movimento associado à reação dos investidores à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.O EWZ é o principal ETF brasileiro negociado nos U.S. e oferece exposição conjunta a ações de grandes e médias empresas do país. Por acompanhar o MSCI Brazil, o fundo funciona como uma referência relevante para investidores internacionais que buscam medir o humor do mercado em relação aos ativos brasileiros.
Entre os recibos de ações brasileiras negociados no exterior, os ADRs da Petrobras PBR, equivalentes a PETR3, avançam 0,71%, para US$ 22,64. Os papéis PBR-A, equivalentes a PETR4, sobem 0,28%, para US$ 19,96, enquanto os ADRs da Vale registram alta de 0,58% e os do Itaú avançam 0,54%.
Sinal externo não garante reação do Ibovespa
Apesar da alta no pré-mercado dos ativos brasileiros listados fora do país, o desempenho ainda não confirma uma recuperação da bolsa local ao longo da sessão. A indicação vinda do exterior sugere apenas uma correção inicial após o tombo histórico registrado na segunda-feira.Para o mercado brasileiro, o movimento do EWZ e dos ADRs serve como termômetro antecipado do apetite de investidores estrangeiros, mas a trajetória do Ibovespa ao longo do dia depende também da formação de preços no mercado doméstico. Isso mantém a cautela entre agentes financeiros mesmo diante da abertura positiva observada antes do pregão.
Na nossa matéria anterior sobre a forte entrada de capital estrangeiro na Bolsa brasileira após o primeiro turno das eleições, destacámos que o fluxo externo somou R$ 13,15 bilhões em poucos dias, impulsionando o saldo positivo do início de outubro. Também apontámos a avaliação da XP de que ainda haveria espaço para aumentar a exposição ao Brasil — com o EWZ como referência relevante — e que tanto investidores estrangeiros quanto locais poderiam sustentar o movimento, especialmente num cenário de juros em queda e rotação setorial.
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