Caixa Seguridade tem estimativas elevadas pela XP apesar de impacto de greve no 3º trimestre

Caixa Seguridade tem estimativas elevadas pela XP apesar de impacto de greve no 3º trimestre
Caixa Seguridade surpreende XP

A paralisação de funcionários da Caixa Econômica Federal em setembro deve limitar o desempenho operacional da Caixa Seguridade no terceiro trimestre de 2026. Ainda assim, a expansão da base de prêmios recorrentes e a expectativa de sinistralidade mais baixa sustentam projeções de lucro mais fortes para os próximos anos.

Destaques

  • XP prevê lucro líquido de R$ 1,161 bilhão para Caixa Seguridade no 3º trimestre, alta de 2% sobre o trimestre anterior, e eleva preço-alvo 2027 para R$ 25 por ação.
  • Seguro habitacional impulsiona crescimento com prêmios emitidos subindo 14% ano a ano para R$ 1,16 bilhão, mas greve reduz prêmios de prestamista 40%, para R$ 230 milhões.
  • XP revisa para cima estimativa de lucro da Caixa Seguridade para 2026-2028, projetando R$ 4,6 bilhões em 2026 e R$ 5,2 bilhões em 2027, alta de até 5,1% ao ano.

Projeções para trimestre e revisões da XP

Como reportou o InfoMoney, a XP Investimentos manteve uma visão positiva para a Caixa Seguridade mesmo com os efeitos da greve sobre as vendas de produtos de bancassurance em setembro. A corretora projeta lucro líquido de R$ 1,161 bilhão no terceiro trimestre, alta de 2% sobre o trimestre anterior, e elevou seu preço-alvo para o fim de 2027 de R$ 20 para R$ 25 por ação.

O seguro habitacional deve seguir como principal vetor de crescimento, com prêmios emitidos avançando cerca de 14% em base anual, para R$ 1,16 bilhão. Já os efeitos da greve tendem a aparecer com mais força nas novas vendas, especialmente no seguro prestamista, cujos prêmios devem ficar em torno de R$ 230 milhões, queda de 40% em um ano, também sob pressão de um ambiente de crédito mais desafiador.

Nos segmentos de vida e residencial, a expectativa é de estabilidade na comparação trimestral. Em previdência, as contribuições acumuladas devem somar cerca de R$ 6,5 bilhões, recuo de 8% ante um ano antes, enquanto as vendas de consórcios são estimadas em R$ 5 bilhões, abaixo dos R$ 6,8 bilhões registrados no segundo trimestre.

Perspectivas de lucro e impacto para o setor

A XP estima melhora do índice de sinistralidade para cerca de 23%, com menor sinistralidade em vida compensando um nível ligeiramente mais alto no habitacional. Além da greve, a análise também considera uma breve interrupção nas originações de crédito imobiliário da Caixa Econômica Federal em julho.

Para o período de 2026 a 2028, a corretora revisa para cima sua expectativa de lucro entre 2% e 6%. No fim de 2026, a projeção é de lucro líquido de R$ 4,6 bilhões, alta de 1,8%, enquanto para 2027 a estimativa passa a R$ 5,2 bilhões, avanço de 5,1%.

Segundo a XP, o resultado deve ser impulsionado por maior equivalência patrimonial nas operações de seguros e previdência, além de um resultado financeiro mais forte em 2027. A leitura da casa é que a carteira prefixada deve render acima do CDI em meio aos cortes de juros, dinâmica que, para a corretora, mais do que compensa receitas menores de corretagem em prestamista, vida e consórcios. Com a Selic abaixo de 12%, a penetração do prestamista poderia voltar para a faixa de 40% a 50%, ante cerca de 25% atualmente.

Na nossa publicação anterior sobre a visão da XP para a Bolsa brasileira, destacámos que a casa via espaço adicional de valorização do Ibovespa com a possível mudança de regime macro, apoiada por juros mais baixos e menor prémio de risco. A análise apontava maior potencial nas ações cíclicas domésticas e estimava que a queda do custo de capital e a entrada de fluxos poderiam sustentar novas altas, embora com risco de correções no curto prazo e necessidade de maior seletividade.

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