EY reforça área de serviços financeiros com ex-diretor do Banco de Portugal

EY reforça área de serviços financeiros com ex-diretor do Banco de Portugal
EY aposta em reforço financeiro

A EY vai integrar Luís Costa Ferreira para liderar a área de Financial Services, após a saída do responsável do cargo de diretor do departamento de Supervisão Prudencial do Banco de Portugal. A mudança implica um período de cooling off de seis meses e prolonga a reorganização interna no banco central, que já definiu a sucessão para julho.

Destaques

  • Luís Costa Ferreira deixou o cargo de diretor de Supervisão Prudencial do Banco de Portugal e, após seis meses de cooling off, liderará a área de Financial Services da EY.
  • A EY reforça a sua divisão financeira em Portugal com três contratações relevantes: Luís Costa Ferreira, Miguel Amaro e José Diogo Beirão.
  • A vaga de Costa Ferreira no Banco de Portugal será ocupada por João Freitas, diretor do departamento de Resolução, a partir de 6 de julho.

Transição para a EY e calendário de saída

Como noticiou a Lusa, Luís Costa Ferreira deixou o cargo de diretor do departamento de Supervisão Prudencial do Banco de Portugal para assumir, depois do período legal de cooling off, a liderança da área de Financial Services da EY.

Fonte oficial do BdP adiantou que o responsável iniciou uma pausa de seis meses antes de seguir para um novo projeto profissional no setor privado, numa entidade não supervisionada pelo banco central. Após esse período, resultante da aplicação das normas de conduta nacionais e europeias, o contrato termina em 30 de outubro.

Durante este intervalo, Luís Costa Ferreira desempenha funções de apoio à gestão do Banco de Portugal e deixa de ter acesso a informação relacionada com o setor financeiro. Numa declaração escrita enviada à Lusa, Miguel Farinha, country managing partner da EY em Portugal, Angola, Moçambique e Cabo Verde, esclareceu que o gestor vai liderar a área de Financial Services após o período legalmente previsto.

A EY enquadra esta entrada num conjunto de três contratações de peso para a área, que inclui também os novos partners Miguel Amaro, com 25 anos de percurso em consultoria, e José Diogo Beirão, com mais de 12 anos de carreira no setor.

Impacto na estrutura do Banco de Portugal

No Banco de Portugal, a vaga deixada por Costa Ferreira vai ser ocupada por João Freitas, atual diretor do departamento de Resolução. A nomeação produz efeitos a partir de 6 de julho e, até essa data, as funções ficam entregues à atual equipa de diretores-adjuntos.

Quanto à direção do departamento de Resolução, o BdP espera encontrar uma solução até julho. O percurso de Costa Ferreira inclui ainda uma passagem anterior pelo mesmo cargo entre 2013 e 2014, antes de sair para a PwC, regressando ao supervisor no início de 2017.

Na nossa publicação anterior sobre a audição parlamentar do governador do Banco de Portugal por compras de ações já no exercício do cargo, explicámos que a Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública aprovou por unanimidade ouvir Álvaro Santos Pereira para prestar esclarecimentos. Notámos ainda que o BCE analisou o caso, exigiu a alienação dos títulos e que o governador afirmou ter declarado as operações e decidido doar as mais-valias a uma instituição social.

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