Trump adia decisão sobre venda de armas de US$ 14 bilhões para Taiwan após cúpula com Xi

Trump adia decisão sobre venda de armas de US$ 14 bilhões para Taiwan após cúpula com Xi
EUA e China mantêm diálogo cauteloso sobre Taiwan.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que ainda não decidiu se aprovará uma grande venda de armas de US$ 14 bilhões para Taiwan. A declaração ocorreu após uma cúpula de dois dias em Pequim, onde o presidente chinês, Xi Jinping, alertou diretamente o presidente americano sobre o perigo de adotar a “abordagem errada” em relação à questão de Taiwan.

Destaques

  • Trump adiou a decisão sobre uma venda de armas de US$ 14 bilhões para Taiwan após conversas com Xi Jinping.
  • O líder chinês alertou sobre o perigo de adotar a abordagem errada na questão de Taiwan.
  • Acordos preliminares foram alcançados sobre compras da Boeing e produtos agrícolas.
  • A situação em torno do Irã foi discutida, mas a China não assumiu compromissos específicos.
  • A cúpula teve um tom construtivo, mas não produziu grandes avanços.

Este artigo foi traduzido do original. Leia a versão original do nosso correspondente aqui.

Resultados da cúpula e a posição sobre Taiwan

As conversas em Pequim ocorreram em meio à cortesia formal e cerimônias elaboradas, mas não produziram acordos revolucionários, informou o FT. Trump disse a repórteres a bordo do Air Force One que os dois líderes discutiram detalhadamente a situação em torno de Taiwan. Xi Jinping enfatizou que a questão é central para as relações bilaterais e que qualquer decisão errada poderia levar a um conflito sério.

O presidente dos EUA disse que ouviu atentamente seu homólogo, mas não deu respostas específicas. Permanece incerto se o acordo de armas foi discutido diretamente. Tal conversa romperia com a prática estabelecida, sob a qual Washington não consulta Pequim sobre assistência militar a Taipé.

Acordos comerciais e outras questões

Apesar das tensões sobre Taiwan, os dois lados discutiram a cooperação econômica. Trump disse que a China pretende comprar até 750 aeronaves da Boeing e grandes quantidades de soja. A questão do Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz também foi levantada, mas a China não assumiu compromissos públicos para pressionar Teerã.

A cúpula terminou no formato tradicional para tais encontros: um passeio pelo jardim histórico em Zhongnanhai e um almoço de trabalho. Trump estava acompanhado por uma proeminente delegação empresarial dos EUA, incluindo os chefes da Apple e da Tesla. Ambos os lados tentaram enfatizar a natureza construtiva do diálogo e a intenção de construir uma “estabilidade estratégica” nas relações nos próximos anos.

Um equilíbrio frágil nas relações EUA-China

A visita de Trump a Pequim foi a primeira viagem à China de um presidente em exercício dos EUA em nove anos e destacou a complexidade das relações bilaterais modernas. De um lado, permanece uma profunda rivalidade estratégica, especialmente sobre Taiwan. De outro, ambos os países estão interessados em preservar os laços comerciais e econômicos.

A decisão adiada sobre as armas para Taiwan mostra que Washington está tentando preservar margem de manobra e evitar levar a situação ao limite. Para Pequim, essa abordagem também é útil: ganha-se tempo e mantém-se espaço para a continuidade da pressão econômica. Os próximos meses mostrarão quão duradouro esse equilíbrio frágil provará ser.

Também relatamos anteriormente que Trump enfrenta uma multa pelo atraso na divulgação de negociações de ações.

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