Operação Click&Go leva tribunal a impor prisão preventiva em caso de fraude bancária
O suspeito detido em Lisboa no âmbito da operação Click&Go fica em prisão preventiva por um alegado esquema de branqueamento e abuso de cartão ligado à compra de bens para revenda. A medida é aplicada após o primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Instrução Criminal de Fafe, num processo que nasce de um inquérito do Ministério Público.
Destaques
- A Operação Click&Go resultou na prisão preventiva de um suspeito em Fafe, relacionado com fraude bancária e branqueamento de capitais.
- A Polícia Judiciária apreendeu equipamentos informáticos, documentação bancária e uma quantia monetária relevante numa investigação envolvendo aquisição ilícita de bens para revenda.
- O risco de fuga do arguido, sem atividade profissional conhecida e em situação irregular, justificou a rápida intervenção policial e a medida de coação mais gravosa.
Investigação e decisão judicial em Fafe
Conforme informou a Polícia Judiciária em comunicado divulgado no domingo, o caso centra-se na alegada apropriação ilícita de dados bancários de uma entidade, usados na aquisição de bens de elevado valor económico posteriormente introduzidos em circuitos de revenda para dissimular a origem das vantagens obtidas. Uma fonte judicial indicou à agência Lusa, esta segunda-feira, que o arguido, detido na sexta-feira, é presente a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Instrução Criminal de Fafe, que decreta a medida de coação mais gravosa.A operação Click&Go tem origem num inquérito dirigido pelo Ministério Público junto do Tribunal de Fafe, no distrito de Braga. O processo avança a partir de suspeitas de branqueamento e abuso de cartão associadas à utilização indevida de dados bancários para obtenção de bens destinados a revenda.
Risco de fuga e apreensão de prova
Segundo a PJ, a intervenção é acelerada por informação de que o suspeito, em situação irregular em território nacional e sem atividade profissional conhecida, podia abandonar de forma iminente a unidade hoteleira onde se encontrava provisoriamente instalado. Esse cenário, de acordo com a polícia, criava um sério risco de fuga e podia comprometer a preservação e a recolha de prova.No decurso das diligências de investigação, que incluem duas buscas domiciliárias, as autoridades apreendem elementos considerados relevantes para o inquérito. Entre o material recolhido estão equipamento informático e de telecomunicações, documentação bancária e uma quantia monetária, reforçando a base probatória do processo.
Na nossa publicação anterior, detalhámos o julgamento marcado no Tribunal de Coimbra de uma empresa do setor da sucata e da sua ex-gerente por alegada fraude fiscal associada a transferências internacionais. O Ministério Público sustenta que foram movimentados 7,8 milhões de euros para jurisdições com regime fiscal mais favorável, sem a devida declaração, o que terá evitado o pagamento de cerca de 3 milhões de euros em IRC. O caso realça os riscos de controlo fiscal e de rastreio de fluxos financeiros em operações transfronteiriças.
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