Chega prepara proposta de privatização da RTP e reacende debate sobre custos da estação pública
A discussão sobre o futuro da RTP deverá regressar ao Parlamento em setembro com uma iniciativa do Chega centrada na privatização da estação pública. O partido justifica a medida com o peso financeiro da empresa e com críticas à sua atual gestão e posicionamento institucional.
Destaques
- Chega apresentará em setembro uma proposta no Parlamento para a privatização da RTP, argumentando custos incomportáveis do serviço público.
- O partido já iniciou conversações com o Governo sobre possíveis cenários de venda ou reestruturação, reacendendo o debate sobre o modelo de financiamento da televisão pública.
- A RTP encerrou o último exercício anual com prejuízos de 3,9 milhões de euros, reforçando pressões políticas e questionando a sustentabilidade financeira da empresa.
Proposta avança em setembro
Como noticiou o Nascer do Sol, o Chega vai avançar no Parlamento, em setembro, com uma proposta para a privatização da RTP. O semanário, citando fontes do partido, indica que a iniciativa surge com base no argumento de que a estação pública representa custos incomportáveis.O partido liderado por André Ventura acusa a RTP de se ter tornado um poço sem fundo de dinheiro público e de funcionar como refúgio de pessoas que, no seu entender, já não representam a sociedade portuguesa e ali permanecem por razões políticas. As mesmas fontes referem ainda que o Chega já enceta conversações com o Governo sobre uma eventual venda ou reestruturação da empresa pública.
Impacto financeiro e pressão sobre o modelo
A proposta volta a colocar em cima da mesa o modelo de financiamento e de organização do serviço público de televisão em Portugal. Uma eventual privatização ou reestruturação da RTP teria implicações no setor dos media, na presença do Estado no audiovisual e na definição das obrigações de serviço público.A pressão política sobre a empresa também ganha relevo num momento em que a RTP fecha o ano passado com prejuízos de 3,9 milhões de euros. Esse resultado reforça o argumento financeiro usado pelo Chega e deverá alimentar o debate sobre sustentabilidade, governação e papel estratégico da estação pública.
Na nossa publicação, acompanhámos o debate em regime de urgência sobre a Prestação Social Única (PSU), que pretende concentrar 13 apoios não contributivos num só mecanismo a partir de 2027. O artigo detalhou as novas regras de acesso e as exigências de ativação para beneficiários em idade ativa, bem como o braço-de-ferro político entre PSD e Chega sobre critérios de elegibilidade e condições para viabilizar o diploma.
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