Garantias públicas da covid às empresas em Portugal recuam para 761 milhões de euros
As responsabilidades do Estado associadas às linhas de crédito criadas para apoiar empresas durante a pandemia da covid-19 continuam a diminuir em Portugal. No final de 2025, o valor das garantias públicas desce para 761 milhões de euros, o equivalente a 12% do montante máximo registado em 2021.
Destaques
- As garantias públicas associadas a linhas de crédito covid-19 em Portugal recuaram para 761 milhões de euros no final de 2023, segundo a Conta Geral do Estado de 2025.
- O montante garantido atingiu um máximo de 6.569 milhões de euros em 2021, refletindo um declínio acentuado após o pico da pandemia.
- A regularização dos empréstimos pelas empresas reduziu significativamente a exposição do Estado, indicando alívio no impacto destas garantias sobre as contas públicas.
Redução das garantias no pós-pandemia
Como avançou o Público, com base em dados da Conta Geral do Estado de 2025, o recuo reflete a diminuição progressiva das responsabilidades assumidas pelo Estado nas linhas de crédito bancário lançadas durante a crise sanitária.Em causa estão oito linhas de crédito criadas no contexto da covid-19, que disponibilizaram até 8.150 milhões de euros. Estes apoios contam com garantias públicas do Sistema Nacional de Garantia Mútua e com contragarantias do Fundo de Contragarantia Mútuo, gerido pelo Banco Português de Fomento.
O montante atribuído atinge 6.330 milhões de euros em 2020 e sobe para um máximo de 6.569 milhões de euros em 2021. Desde então, a trajetória é de queda até aos 761 milhões de euros registados no final do ano passado.
Regularização dos empréstimos alivia risco público
A descida das garantias indica que a maior parte dos empréstimos contraídos pelas empresas no período da pandemia já está regularizada. Isso reduz a exposição do Estado aos mecanismos extraordinários criados para sustentar liquidez empresarial durante a crise.Os dados também mostram um desagravamento do peso destes instrumentos nas contas públicas, à medida que as empresas amortizam ou liquidam os financiamentos obtidos ao abrigo das linhas de emergência. O recuo sugere uma normalização gradual do recurso a medidas excecionais no financiamento empresarial.
Na nossa publicação, analisámos as vantagens competitivas de Portugal para atrair localização industrial, com a energia em destaque e com Sines como um dos exemplos de dinamismo económico no pós-pandemia. Nesse contexto, explicámos também a ativação de uma linha de crédito de emergência de 600 milhões de euros, com garantias públicas, para apoiar empresas mais expostas ao aumento dos custos de energia e combustíveis. O objetivo passava por aliviar pressões de custos e sustentar investimento e atividade num período de maior incerteza.
Últimas notícias Public
- Forex
- Crypto