Metro de Lisboa avalia ajuste de horários de operação com CP e Transtejo
As empresas públicas de transporte da área de Lisboa preparam-se para estudar ainda em maio uma eventual alteração da hora de início do serviço. A análise procura responder às necessidades de trabalhadores por turnos e medir os efeitos operacionais, técnicos e financeiros de uma mudança no arranque da operação.
Destaques
- O Metro de Lisboa, CP e Transtejo iniciarão em maio um estudo conjunto para avaliar um possível ajustamento dos horários de início de operação.
- O estudo analisará necessidades dos utilizadores, recursos humanos exigidos e impactos nos recursos técnicos e manutenção noturna do Metropolitano de Lisboa.
- A sustentabilidade financeira do sistema será considerada, e eventuais mudanças poderão influenciar a oferta de transporte público e a resposta a períodos críticos em Lisboa.
Estudo conjunto arranca em maio
Como revelou o Ministério das Infraestruturas, o Metro de Lisboa vai avançar este mês com a CP e a Transtejo para um estudo sobre um eventual ajustamento dos horários de início de operação.A iniciativa surge em resposta a questões colocadas pelo grupo parlamentar do Chega, que considera que o Metropolitano de Lisboa mantém horários limitados e desajustados às necessidades de trabalhadores por turnos. Atualmente, o acesso do público ao serviço encerra entre a 1h00 e as 6h30.
Impacto operacional e financeiro em análise
Segundo a tutela, o estudo terá em conta as necessidades dos utilizadores, bem como o apuramento dos recursos humanos necessários para suportar uma eventual mudança nos horários.A avaliação inclui ainda os impactos nos recursos técnicos, a reprogramação da manutenção noturna realizada pelo Metropolitano de Lisboa e a sustentabilidade financeira do sistema. O resultado poderá influenciar a organização da oferta de transporte público na capital e a resposta a períodos considerados críticos por parte dos utilizadores.
Na nossa publicação anterior sobre a greve geral na CP marcada para 3 de junho de 2026, explicámos que a paralisação foi alargada com a adesão de revisores e trabalhadores das bilheteiras, incluindo turnos iniciados a 2 e 4 de junho. O pré-aviso apontava para um impacto operacional significativo, com potenciais constrangimentos na circulação ferroviária e na prestação de serviços aos passageiros.
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