Governo aprova prestação social única e prepara novas regras para beneficiários em Portugal

Governo aprova prestação social única e prepara novas regras para beneficiários em Portugal
Nova prestação social em Portugal

O Governo avança esta sexta-feira com a aprovação da Prestação Social Única, uma reforma inscrita no PRR que agrega 13 apoios sociais sob as mesmas condições de acesso. A medida, prometida há quatro anos à Comissão Europeia, surge num momento em que o executivo procura acelerar decisões políticas e a execução de compromissos assumidos.

Destaques

  • O Governo de Portugal vai aprovar a Prestação Social Única (PSU) esta sexta-feira, unificando 13 apoios sociais, incluindo o Rendimento Social de Inserção.
  • A PSU terá regras de acesso harmonizadas e obrigatoriedade de trabalho social para beneficiários, excluindo pensionistas e crianças, segundo fonte do executivo.
  • A implementação da PSU e a definição das atividades de trabalho social podem impactar a aplicação prática da reforma e alimentar o debate político nacional.

Reforma social entra em Conselho de Ministros

Como adiantou o Expresso, a aprovação da Prestação Social Única, PSU, está prevista para esta sexta-feira em Conselho de Ministros, depois de o primeiro-ministro Luís Montenegro o ter anunciado na quinta-feira à noite, no distrito de Leiria. O novo modelo pretende reunir 13 prestações sociais, incluindo o Rendimento Social de Inserção, RSI, num regime com condições de acesso harmonizadas.

Montenegro enquadrou a decisão como parte da obrigação do executivo de executar medidas já comprometidas, defendendo uma governação centrada na ação, na decisão e na implementação. Numa ação de campanha para as diretas do PSD, em Ansião, o líder social-democrata criticou o que classificou como jogos políticos e perdas de tempo, afirmando que esse não é o plano de governação do Governo.

Obrigação de trabalho social e impacto na proteção social

Segundo o Expresso, uma das condições que o Governo quer associar à PSU é a obrigatoriedade de os beneficiários realizarem trabalho social, citando uma fonte do executivo não identificada. A exigência exclui pensionistas e crianças, que não ficam sujeitos a essa obrigação.

A mesma condição aplica-se, de acordo com o semanário, a beneficiários atuais e futuros da PSU e das prestações nela integradas. Ainda não é claro que atividades podem ser abrangidas pelo conceito de trabalho social, um ponto que poderá influenciar a aplicação prática da reforma e o debate político em torno do novo modelo de apoio social.

Na nossa publicação anterior sobre o pacote de revisão laboral “Trabalho XXI”, explicámos como o Governo levou ao Parlamento uma proposta com dezenas de alterações ao Código do Trabalho, mesmo sem acordo na concertação social. Destacámos os pontos mais polémicos — como maior flexibilidade de horários e mudanças nas regras de despedimento — e a forte contestação política e sindical, incluindo a convocação de uma greve geral.

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