Madeira enfrenta queda nas compras de carros novos enquanto veículos elétricos ganham peso
O mercado automóvel da Madeira arranca 2026 em contração, com uma descida de 15,5% nas compras de veículos novos no primeiro trimestre, em contraste com o crescimento registado em Portugal continental e na União Europeia. Ao mesmo tempo, a subida das transações de usados e a continuação da procura por modelos eletrificados sugerem uma mudança no perfil de consumo da região.
Destaques
- A Madeira registrou 1.251 aquisições de veículos novos entre janeiro e março de 2026, queda de 229 unidades em relação ao mesmo período de 2025.
- Enquanto a Madeira recua, o setor automóvel em Portugal cresce 9,4% nos registos de veículos novos entre janeiro e maio de 2026, ultrapassando 127.600 unidades.
- As transferências de propriedade de veículos usados na Madeira aumentaram 4,2% no primeiro trimestre de 2026, atingindo 4.205 unidades.
Queda trimestral contrasta com expansão nacional
Como noticiou o ThePortugalPost, a Região Autónoma da Madeira registou 1.251 aquisições de veículos novos entre janeiro e março de 2026, menos 229 unidades do que no mesmo período de 2025. O texto refere que os dados da Direção Regional de Estatística da Madeira, DREM, medem os veículos comprados por residentes na região, incluindo aquisições de frotas de rent-a-car, e não o volume de vendas dos concessionários na ilha.Em sentido oposto, o setor automóvel em Portugal soma uma subida de 9,4% nos registos de veículos novos entre janeiro e maio de 2026, para mais de 127.600 unidades. Na União Europeia, os registos de automóveis novos avançam 4,2% nos primeiros quatro meses do ano, com março a apresentar um salto de 11,1%, sustentado sobretudo pela procura de motorizações eletrificadas.
O mercado de usados também mostra um movimento distinto na Madeira. As mudanças de propriedade de veículos usados sobem 4,2% no primeiro trimestre, para 4.205 unidades, das quais 86,8% são ligeiros de passageiros, 12,3% comerciais ligeiros e 0,8% pesados, o equivalente a 33 viaturas.
A diferença entre a retração dos veículos novos e a subida dos usados aponta para maior sensibilidade ao preço por parte de famílias e empresas. Como a metodologia da DREM exclui compras para revenda pelos concessionários, a descida reflete a procura final dos residentes e não um ajustamento de inventários comerciais.
Na nossa publicação anterior sobre o apelo de Pedro Passos Coelho para reforçar a produtividade em Portugal, destacámos a defesa de uma mobilização conjunta de empresas, sindicatos, trabalhadores e Estado para aumentar a competitividade. O texto sublinhou ainda os desafios da transição tecnológica, incluindo o risco de perdas de emprego, e a necessidade de reconversão laboral e de mudanças de atitude na gestão e na governação.
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