José Antonio  Gastelum

Turismo defende mudança na lei laboral para reforçar competitividade em Portugal

Turismo defende mudança na lei laboral para reforçar competitividade em Portugal
Turismo quer lei laboral nova

A discussão sobre a reforma laboral volta ao centro do debate económico, numa altura em que empresas e parceiros sociais divergem sobre as regras do mercado de trabalho em Portugal. O presidente da Confederação do Turismo de Portugal sustenta que a legislação tem de se adaptar às mudanças da economia e liga essa revisão à competitividade e à produtividade do país.

Destaques

  • Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal, defende uma revisão da lei laboral para reforçar a competitividade do país.
  • A CTP aceita a proposta de reforma laboral apresentada pelo Governo ao Parlamento, criticando a UGT por não negociar mudanças.
  • A produtividade em Portugal está 28% abaixo da média europeia, segundo Calheiros, o que justifica a necessidade de alterações legislativas.

Posição da CTP sobre a reforma laboral

Em entrevista ao Negócios e à Antena 1, Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal, diz que a lei laboral tem de ser alterada e afirma que aceitaria a proposta que o Governo levou ao Parlamento.

O responsável diz não compreender os motivos que levaram a UGT a recusar sentar-se à mesa das negociações. Questionado sobre o que falhou, defende que a reforma laboral "nunca teve condições para poder funcionar" e critica a central sindical por ter dito que estava disponível para dialogar, mas por nunca ter cedido "em rigorosamente nada".

Competitividade e produtividade na economia portuguesa

Francisco Calheiros afirma que o mundo tem vindo a mudar e que a legislação do trabalho se tem de adaptar a essa evolução. Na sua perspetiva, essa revisão é necessária para Portugal ganhar competitividade e produtividade.

O líder da CTP sublinha ainda que a taxa de produtividade no país está 28% abaixo da média europeia, apontando esse diferencial como um dos fatores que reforçam a necessidade de mudança. A entrevista completa será publicada na segunda-feira, 15 de junho.

Na nossa publicação, analisámos a aposta de Portugal em inteligência artificial e digitalização como forma de elevar a produtividade e reduzir a dependência do turismo, com mais de 1 mil milhão de euros previsto até 2030. O texto destacou ainda o potencial impacto económico, mas também os riscos no mercado de trabalho, com uma fatia relevante de empregos do setor privado exposta à automação, reforçando a necessidade de adaptação de competências e das regras de trabalho.

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