AICEP e Fórum Oceano reforçam internacionalização da economia azul em Portugal
A economia azul portuguesa ganha esta terça-feira um novo instrumento de promoção externa com a assinatura de um protocolo de cooperação entre a AICEP e o Fórum Oceano. A iniciativa decorre no Oeiras BlueTech Ocean Forum 2026 e procura também atrair investimento estratégico para Portugal em áreas ligadas ao mar.
Destaques
- AICEP e Fórum Oceano assinaram acordo durante o Oeiras BlueTech Ocean Forum 2026 para reforçar a promoção internacional da economia azul portuguesa.
- O protocolo foca-se em atrair investimento, apoiar internacionalização de empresas inovadoras e promover projetos empresariais em aquacultura, biotecnologia marinha e energias renováveis.
- As iniciativas visam aumentar a notoriedade global do setor azul, criar emprego qualificado e sustentar o desenvolvimento tecnológico e sustentável dos recursos marinhos em Portugal.
Protocolo amplia promoção externa do setor
Como adiantou a Jornal de Negócios, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, o acordo é assinado no âmbito do Oeiras BlueTech Ocean Forum 2026, encontro que junta em Portugal líderes empresariais, investidores, centros de investigação, decisores políticos e especialistas internacionais para discutir inovação, investimento e desenvolvimento sustentável ligados ao oceano.A parceria entre a AICEP e o Fórum Oceano visa reforçar a capacidade do país para captar investimento, acelerar a internacionalização de empresas inovadoras e promover novos projetos empresariais em segmentos de elevado valor acrescentado associados ao mar. O objetivo passa por aumentar a notoriedade internacional do ecossistema português da economia azul.
Citada em comunicado, a presidente da AICEP, Madalena Oliveira e Silva, afirma que a economia azul representa uma das áreas com maior potencial de crescimento para Portugal. Na sua avaliação, o protocolo reforça a promoção internacional das empresas portuguesas, a atração de investimento e a afirmação do país como centro global de inovação ligada ao oceano.
Impacto esperado no investimento e no emprego
A cooperação prevê ainda iniciativas de capacitação, divulgação e networking empresarial, com destaque para áreas como aquacultura, biotecnologia marinha e energias renováveis. As duas entidades indicam que já colaboram na promoção internacional do setor através de eventos, missões empresariais e ações de atração de investimento em mercados estratégicos.Esse trabalho conjunto tem contribuído para elevar a visibilidade externa da economia azul portuguesa e criar oportunidades para as empresas nacionais. Segundo as entidades, a iniciativa surge num momento em que este modelo económico assume um papel crescente na competitividade e na sustentabilidade da economia, apoiando a criação de emprego qualificado, o desenvolvimento tecnológico e a valorização dos recursos marinhos.
A economia azul assenta no crescimento sustentável com base na preservação e no uso responsável dos recursos oceânicos e costeiros, o que lhe dá relevância crescente para a estratégia de desenvolvimento do país.
Na nossa publicação, já abordámos os atrasos no primeiro leilão português de eólico offshore flutuante e o risco de Portugal perder milhares de milhões em investimento e parte da cadeia industrial para Espanha. O artigo sublinhou ainda a falta de regras e calendário vinculativo, bem como os desafios de viabilidade económica e de modelo de apoio, que mantêm a incerteza para promotores e financiadores.
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