Portugal reduz desemprego registado em maio, mas ofertas e colocações recuam

Portugal reduz desemprego registado em maio, mas ofertas e colocações recuam
Desemprego cai, ofertas recuam

O desemprego registado nos centros de emprego volta a cair em maio em Portugal, tanto face ao mesmo mês do ano anterior como em relação a abril. A descida abrange todas as regiões, enquanto as ofertas de emprego recebidas e as colocações efetuadas recuam no mesmo período.

Destaques

  • O desemprego registado em Portugal caiu para 274.766 em maio de 2026, menos 8,7% face a maio de 2025 e menos 3% do que em abril.
  • O número de ofertas de emprego recuou 14,4% em termos homólogos para 11.321 e as colocações efetuadas caíram 10,8% para 7.822 em maio.
  • O setor dos serviços concentrou 68,6% dos candidatos a novo emprego, com todas as regiões e setores a registarem descidas do desemprego face a 2025.

Queda do desemprego registado em maio

Como informou o Instituto do Emprego e Formação Profissional, estavam registados no fim de maio de 2026 um total de 274.766 desempregados nos serviços de emprego do Continente e das Regiões Autónomas, menos 8,7% do que no mesmo mês de 2025 e menos 3% do que em abril. Este universo representa 66,0% de um total de 416.487 pedidos de emprego.

Na comparação homóloga, o número de desempregados diminui em 26.139 pessoas, enquanto em cadeia recua em 8.524. Segundo o IEFP, para esta redução contribuem sobretudo os inscritos há menos de 12 meses, os que procuram um novo emprego e os desempregados com mais de 25 anos.

Em termos regionais, o desemprego desce em todas as regiões em maio face ao mesmo mês de 2025, com quedas mais acentuadas no Norte, nos Açores e na Madeira. A mesma tendência repete-se na comparação com o mês anterior.

No Continente, os grupos profissionais com maior peso entre os desempregados registados continuam a ser os trabalhadores não qualificados, os trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção, segurança e vendedores, os especialistas das atividades intelectuais e científicas e o pessoal administrativo. Entre os grupos com maior expressão, o IEFP assinala recuos homólogos mais fortes entre agricultores e trabalhadores qualificados da agricultura, pesca e floresta, trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices, pessoal administrativo e operadores de instalações e máquinas, embora destaque um aumento de 8,3% entre dirigentes, diretores e gestores executivos.

Serviços dominam origem do desemprego

Entre os 241.468 inscritos no Continente como candidatos a novo emprego no final de maio, 68,6% provêm do setor dos serviços, com maior destaque para atividades imobiliárias, administrativas e serviços de apoio. O setor secundário representa 20,5% e a agricultura concentra 4% dos desempregados.

Face a maio de 2025, o desemprego diminui em todos os setores de origem, com descidas de 15,0% na agricultura, 7,6% no setor secundário e 1,3% nos serviços. Ao mesmo tempo, o stock de ofertas de emprego por satisfazer totaliza 17.703 no final de maio de 2026.

Os dados do instituto mostram também que, ao longo de maio de 2026, se inscrevem 34.618 desempregados nos serviços de emprego de todo o país, menos 15,9% do que no mesmo mês de 2025 e menos 12,9% do que em abril. Já as ofertas de emprego recebidas somam 11.321, recuando 14,4% em termos homólogos e 5,0% em cadeia, enquanto as colocações efetuadas totalizam 7.822, menos 10,8% do que há um ano e menos 13,6% do que no mês anterior.

As atividades com maior peso nas ofertas recebidas no Continente são as atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio, o alojamento e restauração, o comércio por grosso e a retalho, e ainda a administração pública, educação, saúde e apoio social. Os dados sugerem assim um mercado de trabalho com menos desempregados registados, mas também com menor fluxo de novas ofertas e de colocações.

Na nossa publicação anterior sobre as novas estimativas demográficas do INE, destacámos a revisão em alta da população residente em Portugal para 11,4 milhões no final de 2025 e o aumento do peso dos residentes estrangeiros para 14%. Explicámos ainda que a mudança metodológica, baseada em dados administrativos, pode levar a revisões estatísticas da população empregada e do PIB, influenciando a interpretação de indicadores do mercado de trabalho.

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