Porto avança com transportes públicos gratuitos e afasta portagens imediatas à entrada da cidade

Porto avança com transportes públicos gratuitos e afasta portagens imediatas à entrada da cidade
Porto aposta em transportes grátis

A Câmara do Porto coloca em vigor a gratuitidade dos transportes públicos para residentes com cartão municipal, numa medida que procura retirar carros da estrada e melhorar a circulação urbana. O município estima um custo anual entre 20 e 25 milhões de euros e prevê 59.381 utilizadores, com acesso a toda a Área Metropolitana do Porto.

Destaques

  • A partir de sexta-feira, os transportes públicos serão gratuitos para residentes no Porto com cartão municipal, abrangendo toda a Área Metropolitana.
  • A proibição de passagem de pesados na Via de Cintura Interna entrará em vigor a 15 de setembro, com plataforma de registo operacional até essa data.
  • A Câmara do Porto prevê um custo anual entre 20 e 25 milhões de euros para a gratuitidade, estimando 59.381 utilizadores e quota modal de 23,5% até 2025.

Implementação da gratuitidade e calendário da mobilidade

Como noticiou o Jornal de Negócios, os transportes públicos para residentes no Porto passam a ser gratuitos a partir desta sexta-feira para quem tem o cartão municipal Porto, enquanto a autarquia mantém em preparação novas medidas de gestão do tráfego na cidade.

Pedro Duarte explica que os residentes que já dispõem de passe gratuito até aos 23 anos não precisam de fazer qualquer alteração. Já os titulares do cartão municipal têm de atualizar o título numa loja Andante ou Payshop, num processo que, segundo o autarca, demora apenas segundos.

Para os residentes que ainda não possuem o cartão municipal Porto, o pedido pode ser feito online ou no Gabinete do Munícipe. O carregamento da gratuitidade dos transportes, com validade para deslocações em toda a Área Metropolitana do Porto, será anual.

Sobre a circulação de mercadorias, o presidente da Câmara indica que a proibição do tráfego de passagem dos pesados na Via de Cintura Interna entra em vigor em 15 de setembro. A plataforma de registo desses veículos deverá ficar preparada no início de setembro e estar em funções na data prevista, se o calendário for cumprido.

Custos para o município e impacto no tráfego urbano

O presidente da Câmara diz que não prevê a implementação de portagens à entrada da cidade para limitar o tráfego automóvel, embora não exclua que essa hipótese possa ser equacionada no futuro. Para já, a estratégia municipal centra-se em privilegiar o transporte coletivo em vez de avançar com um mecanismo direto de cobrança no acesso urbano.

Pedro Duarte sustenta que a lentidão dos transportes públicos resulta sobretudo do excesso de automóveis nas vias e defende que retirar carros da estrada é a forma mais simples de aumentar a velocidade comercial do sistema. Ainda assim, alerta que a medida não resolve por completo o congestionamento, mas permite melhorar a situação atual numa cidade com forte pressão diária de deslocações.

A Câmara do Porto prevê um custo anual entre 20 e 25 milhões de euros para suportar a gratuitidade. A estimativa de 59.381 utilizadores corresponde à aplicação de uma quota modal de transporte público de 23,5% da população residente estimada em 2025, de 252.687 pessoas, com base no diagnóstico do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável.

Na nossa publicação, acompanhámos a entrada em vigor da gratuitidade dos transportes públicos para residentes no Porto com Cartão Porto, com acesso alargado a toda a Área Metropolitana. Explicámos os passos de ativação do passe e os parâmetros financeiros do programa, incluindo a estimativa de utilizadores abrangidos e a dotação orçamental prevista até 2028.

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