Portugal abranda crescimento do volume de negócios nos serviços em maio

Portugal abranda crescimento do volume de negócios nos serviços em maio
Serviços abrandam em maio

A atividade dos serviços em Portugal perde ritmo em maio, com o índice de volume de negócios a subir 2,2% em termos nominais face ao mesmo mês do ano anterior. Em termos reais, o indicador recua 1,6%, enquanto os salários mantêm uma subida de 5,4%.

Destaques

  • O índice de volume de negócios nos serviços subiu 2,2% em termos nominais em maio, desacelerando 4,0 pontos percentuais face a abril.
  • Em termos reais, o volume de negócios deflacionado caiu 1,6% em maio, revertendo o crescimento de 1,1% registado no mês anterior.
  • O emprego caiu 0,3% e as horas trabalhadas recuaram 0,1%, enquanto as remunerações subiram 5,4% em maio, sinalizando pressão salarial apesar da moderação da atividade.

Evolução do volume de negócios em maio

Segundo o Statistics Portugal, o índice de volume de negócios nos serviços regista em maio uma subida homóloga nominal de 2,2%, o que representa um abrandamento de 4,0 pontos percentuais face à taxa observada no mês anterior.

Já em termos reais, o índice deflacionado cai 1,6%, invertendo o crescimento de 1,1% registado em abril. Na comparação em cadeia, o índice nominal recua 3,1% em maio, depois de uma subida de 1,6% no mês anterior.

Sinais mistos no emprego e nos custos laborais

Os indicadores de emprego, remunerações e horas trabalhadas, corrigidos dos efeitos de calendário, mostram variações homólogas de -0,3%, 5,4% e -0,1%, respetivamente.

Face a abril, os dados apontam para uma moderação do mercado laboral no setor, uma vez que nesse mês as variações tinham sido de 2,1% no emprego, 7,6% nos salários e 1,4% nas horas trabalhadas. O quadro sugere pressão salarial persistente, apesar da perda de dinamismo da atividade em termos reais.

Na nossa publicação anterior sobre o comércio externo de Portugal em maio, destacámos que as exportações de bens cresceram 5,1% em termos homólogos, enquanto as importações recuaram 1,6%. Esta combinação ajudou a aliviar o défice comercial, com aumentos relevantes nas vendas para a Alemanha e a Bélgica, sobretudo em fornecimentos industriais e produtos químicos.

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