Torre de Moncorvo enfrenta perdas agrícolas avultadas com incêndio ainda ativo

Torre de Moncorvo enfrenta perdas agrícolas avultadas com incêndio ainda ativo
Incêndio causa altos prejuízos

O fogo que começou no sábado em Torre de Moncorvo e alastrou no domingo a Carrazeda de Ansiães deixa populações em sobressalto e agrava os prejuízos no setor agrícola local. A dimensão da área ardida, estimada inicialmente em mais de dois mil hectares, mantém a pressão sobre aldeias e produtores enquanto o combate continua.

Destaques

  • Mais de dois mil hectares ardidos em Torre de Moncorvo, incluindo cerca de 400 hectares de terreno arável, segundo estimativas iniciais das autoridades.
  • O incêndio ativo provoca perdas significativas em vinhas, amendoais, olivais, sobreiros, colmeias, cortiça e criação animal nas zonas de Cabeça Boa, Lousa e Vilarinho da Castanheira.
  • O município de Torre de Moncorvo prepara relatório para reclamar apoios governamentais destinados a produtores de cortiça e agricultores afetados.

Prejuízos no terreno e avaliação em curso

Conforme relata o Correio da Manhã, citando a Lusa, moradores das zonas de Cabeça Boa, Lousa e Vilarinho da Castanheira descrevem dias de medo, fumo intenso e perdas em vinhas, amendoais, olivais, sobreiros, colmeias e criação animal.

António Almeida, habitante da Lousa, afirma que a aldeia vive momentos de terror nos últimos dias, com o fogo próximo das povoações, e refere que vários proprietários perdem rendimento depois da destruição de culturas e montado. Outro morador, identificado apenas como Manuel, diz que os estragos atingem também a cortiça e antecipa dificuldades para quem terá de recomeçar a atividade agrícola.

Em Vilarinho da Castanheira, habitantes relatam que ainda não é possível contabilizar totalmente os danos, porque há zonas sem acesso. Luís Vicente indica que, além das culturas, o incêndio afeta colmeias e provoca a morte de animais, sobretudo cabras e ovelhas, devido ao fumo e à intensidade das chamas.

Impacto regional e pedido de apoios

Numa estimativa inicial, as autoridades no terreno apontam para mais de dois mil hectares ardidos, número que pode subir, numa altura em que o incêndio permanece ativo. Às 16:30, o combate mobiliza 453 operacionais, 144 veículos e seis meios aéreos.

O presidente da Câmara de Torre de Moncorvo, José Meneses, diz que ainda não há um cálculo real dos prejuízos, mas adianta que a área afetada inclui cerca de 400 hectares de terreno arável, além de mato e sobreiros. O autarca acrescenta que os serviços municipais vão avançar para uma avaliação técnica assim que possível e que será enviado um relatório às autoridades competentes para reclamar ajudas destinadas a produtores de cortiça e agricultores do concelho.

A linha de financiamento de 45 milhões de euros para Laboratórios Colaborativos (CoLAB) e Centros de Tecnologia e Inovação (CTI) foi destacada na nossa publicação como uma medida do Compete 2030 para reforçar a transferência de tecnologia e a inovação no tecido empresarial. Explicámos que o concurso, com candidaturas até 15 de outubro de 2026 e cofinanciamento FEDER de 85%, procura repor um apoio que tinha sofrido interrupções e que afetou a capacidade destas entidades operarem nas regiões Norte, Centro e Alentejo.

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