Banco Central decreta liquidação extrajudicial da Credipaiva no Brasil
A intervenção do Banco Central atinge uma cooperativa de crédito de pequeno porte enquadrada no segmento S5 da regulação prudencial. A medida é anunciada nesta sexta-feira, 16, após a autoridade apontar grave violação de normas e descumprimento de determinações do órgão.
Destaques
- Banco Central decretou liquidação extrajudicial da Credipaiva por grave violação regulatória e descumprimento de determinações do órgão.
- Em dezembro de 2025, a Credipaiva representava apenas 0,000083% do ativo total do Sistema Financeiro Nacional, indicando impacto sistêmico limitado.
- Ex-administradores da cooperativa têm bens indisponíveis enquanto o Banco Central apura responsabilidades e pode aplicar sanções administrativas conforme a lei.
Liquidação é motivada por descumprimento regulatório
Segundo InfoMoney, citando nota do Banco Central, a liquidação extrajudicial da Cooperativa de Crédito Mútuo dos Empregados do Centro Universitário Newton Paiva Ltda, Credipaiva, decorre de “grave violação das normas que disciplinam a atividade da instituição e da inobservância das determinações do Banco Central”.O BC informa que a Credipaiva é uma cooperativa de crédito independente de pequeno porte, classificada como capital e empréstimo. A instituição está enquadrada no segmento S5 da regulação prudencial, faixa que reúne entidades de menor porte dentro do Sistema Financeiro Nacional.
Impacto no sistema e próximos desdobramentos
Segundo o Banco Central, em dezembro de 2025 a Credipaiva detinha aproximadamente 0,000083% do ativo total do Sistema Financeiro Nacional, o que indica participação limitada no conjunto do setor financeiro brasileiro.A autoridade monetária afirma que continua a tomar as medidas cabíveis para apurar responsabilidades dentro de suas competências legais. De acordo com a nota, o resultado das apurações pode levar à aplicação de sanções administrativas e a comunicações às autoridades competentes; nos termos da lei, os bens dos ex-administradores da cooperativa ficam indisponíveis.
Na nossa matéria anterior sobre as buscas por suspeitas de fraude no IMT, explicámos que a investigação visou diligências a duas instituições financeiras, além de empresas e residências, por alegados mecanismos para contornar o pagamento do imposto em operações imobiliárias de elevado valor. O texto também destacou que o inquérito procura apurar o uso de sociedades para fazer circular a titularidade de imóveis e identificar eventuais responsabilidades num caso com prejuízos estimados em milhões de euros para o Estado.
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