A bolsa de Lisboa fecha em ligeira baixa esta quarta-feira, acompanhando uma sessão europeia marcada por perdas e ganhos moderados. A subida dos preços da energia e as notícias sobre um possível novo ataque dos U.S. ao Irão condicionam o sentimento dos investidores, enquanto a Galp limita a descida do índice.
Destaques
- O PSI recua 0,08% para 9.245,78 pontos, com nove das 16 cotadas em queda, pressionado pelas retalhistas Sonae e Jerónimo Martins.
- Sonae cai 1,41% para 2,10 euros e Jerónimo Martins recua 1,60% para 17,86 euros, liderando as perdas após divulgação de resultados.
- Galp avança 1,23% para 20,65 euros, sustentada pela valorização do crude, limitando quedas maiores no índice da bolsa de Lisboa.
Energia e retalho marcam a sessão
Segundo o Jornal de Negócios, o PSI desce 0,08% para 9.245,78 pontos, com nove dos 16 títulos do índice em terreno negativo. O mercado nacional acompanha o registo misto das praças europeias, num contexto de pressão vinda da escalada dos preços da energia.Entre as cotadas que mais penalizam o índice estão as retalhistas. A Sonae perde 1,41% para 2,10 euros e a Jerónimo Martins cai 1,60% para 17,86 euros, liderando as quedas no dia em que a dona dos supermercados Pingo Doce apresenta os resultados dos primeiros nove meses do ano.
Galp trava perdas mais acentuadas
No sentido oposto, a Galp sobe 1,23% para 20,65 euros, beneficiando da valorização dos preços do crude. O desempenho da petrolífera impede uma descida mais acentuada do principal índice da bolsa de Lisboa.O comportamento do mercado reflete uma sessão cautelosa na Europa, com os investidores a avaliarem o impacto do agravamento dos custos energéticos e do risco geopolítico no Médio Oriente. Esse enquadramento mantém a negociação condicionada entre movimentos defensivos e ganhos seletivos em empresas expostas às matérias-primas.
Na nossa publicação anterior sobre a evolução dos preços dos combustíveis em Portugal, detalhámos a divergência desta semana entre gasóleo (ligeira descida) e gasolina 95 (subida mais acentuada), bem como as diferenças relevantes entre postos e regiões. O artigo enquadrou ainda as medidas de apoio extraordinário anunciadas pelo Governo e a extensão do subsídio ao gasóleo profissional, num contexto em que os custos energéticos continuam a pressionar consumidores e setores mais expostos.
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