Base Exchange planeja iniciar operações em 2027 e ampliar concorrência à B3 no Brasil
A entrada de uma nova bolsa de valores no Brasil avança com um cronograma mais longo do que o previsto inicialmente. A Base Exchange prevê começar a operar no segundo semestre de 2027, movimento que recoloca a negociação de ações no Rio de Janeiro após mais de 25 anos.
Destaques
- A Base Exchange, controlada pela Mubadala, adiou o início das operações para o segundo semestre de 2027, dois anos após o previsto inicialmente.
- A nova bolsa oferecerá negociação de ações, fundos imobiliários e ETFs listados na B3, mas não terá IPOs em sua estreia.
- A operação da Base deverá aumentar a concorrência no mercado acionista, potencialmente reduzindo custos de negociação e marcando o retorno da negociação ao Rio de Janeiro após 25 anos.
Cronograma, escopo e estrutura da nova bolsa
Como informou o InfoMoney, citando a Reuters, a Base Exchange planeja iniciar suas operações no segundo semestre de 2027, segundo o presidente-executivo Francisco Gurgel, o que representa um atraso de dois anos em relação à previsão inicial.Controlada pelo fundo soberano de Abu Dhabi Mubadala, a nova bolsa pretende oferecer negociação de ações, fundos imobiliários e ETFs. Segundo Gurgel, a empresa negociará todos os papéis atualmente listados na B3, mas não disponibilizará de imediato listagens primárias, como IPOs.
No mês passado, o Banco Central do Brasil autorizou a Base a iniciar testes funcionais no começo de 2027, dentro do processo de autorização. Gurgel afirmou que a criação de uma bolsa do zero exigiu mais tempo do que o esperado e classificou o processo como um aprendizado.
A Base Exchange tem atualmente 210 funcionários e mantém escritórios no Rio de Janeiro e em São Paulo. A empresa também poderá buscar parceiros minoritários no futuro, com foco em ampliar a participação de agentes de mercado em seu conselho de administração, e não em captação de recursos.
Efeitos esperados no mercado acionista brasileiro
O início da operação da Base deverá aumentar a concorrência no mercado de ações brasileiro e poderá pressionar os custos de negociação para baixo, embora Gurgel não tenha informado uma estimativa para essa redução.O lançamento também marca o retorno da negociação de ações ao Rio de Janeiro, mais de 25 anos depois da fusão da bolsa da cidade com a B3, sediada em São Paulo. Hoje, a B3 mantém a posição dominante na infraestrutura de negociação local.
Em resposta, a B3 afirmou que já enfrenta concorrência de bolsas internacionais, uma vez que investidores estrangeiros representam cerca de 50% dos volumes negociados no Brasil. A companhia acrescentou, em nota, que sua política de preços é desenhada para oferecer condições competitivas a diferentes perfis de clientes.
Em nossa reportagem sobre a aceleração da negociação na B3 em setembro de 2026, destacamos o forte aumento do volume médio financeiro em ações, além do crescimento nos contratos futuros e da expansão das emissões de renda fixa. O texto também apontou o avanço da base de investidores e um quadro de maior liquidez na infraestrutura de negociação, com sinais de interesse crescente por diferentes classes de ativos.
Últimas notícias Brazil
- Forex
- Crypto