Bombeiros do Algarve ponderam subir preços do transporte de doentes com pressão dos combustíveis

Bombeiros do Algarve ponderam subir preços do transporte de doentes com pressão dos combustíveis
Custos afetam bombeiros

O aumento prolongado dos custos dos combustíveis está a agravar a pressão financeira sobre várias corporações de bombeiros no Algarve. Em Faro, a compra de viaturas a gás para transporte de doentes não urgentes surge como resposta parcial a uma subida regional de 35% nesta despesa.

Destaques

  • Bombeiros do Algarve avaliam aumentar preços do transporte de doentes devido a subida dos custos com combustíveis, que já cresceram 35% regionalmente.
  • A Associação Humanitária de Bombeiros de Faro investiu em viaturas a gás para transporte de doentes não urgentes, tentando mitigar a fatura energética.
  • Pressão nos custos obriga várias corporações a ponderar recuar no transporte de doentes não urgentes, com o Governo ainda sem apresentar resposta concreta.

Custos energéticos agravam operação no Algarve

Como noticiou o Correio da Manhã, responsáveis de algumas corporações de bombeiros do Algarve estão a equacionar aumentar os preços dos serviços de transporte de doentes para compensar a escalada dos combustíveis. Steven Piedade, presidente da direção da Associação Humanitária de Bombeiros de Faro, Cruz Lusa, afirma que a corporação pondera rever os valores cobrados para reduzir a diferença acumulada desde o verão.

No caso da estrutura de Faro, já foram adquiridas viaturas de transporte de doentes não urgentes a gás, numa tentativa de conter a fatura energética. O dirigente acrescenta que, a nível regional, os custos com combustível nas corporações já sobem 35%, agravando a pressão sobre um serviço essencial para a população.

Risco de recuo no transporte não urgente

A subida contínua dos preços está também a levar cada vez mais corpos de bombeiros a ponderar abandonar o transporte de doentes não urgentes. A evolução semanal da despesa com combustível está a deteriorar a viabilidade económica desta atividade, que representa uma componente relevante da operação de várias associações humanitárias.

O problema mantém-se há vários meses e, segundo os responsáveis citados, continua sem resposta do Governo. Num setor já dependente de recursos limitados, a pressão sobre os custos operacionais pode ter impacto direto na oferta destes serviços na região.

Na nossa publicação anterior sobre a evolução semanal dos preços dos combustíveis em Portugal, analisámos a descida ligeira do gasóleo e a subida mais forte da gasolina 95, bem como o impacto direto destes movimentos nos custos de mobilidade. Também destacámos as medidas de apoio em vigor, incluindo um pacote extraordinário para setores mais expostos — entre eles as corporações de bombeiros — e a prorrogação do subsídio ao gasóleo profissional.

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