Crédito à habitação em Portugal mantém crescimento anual máximo em mais de duas décadas
Num contexto de aceleração do financiamento às famílias, o crédito para compra de casa em Portugal regista em abril o maior crescimento anual desde fevereiro de 2003. O stock total sobe para 114,6 mil milhões de euros, num ritmo que volta a superar a média da Zona Euro.
Destaques
- O crédito à habitação em Portugal cresceu 10,7% em termos anuais em abril, atingindo 114,6 mil milhões de euros.
- Trata-se do segundo mês consecutivo com o avanço anual mais forte dos últimos 23 anos nos empréstimos para compra de casa.
- A taxa de variação anual do crédito à habitação em Portugal supera os 2,9% da Zona Euro desde agosto de 2024.
Evolução do crédito à habitação em abril
Conforme os dados divulgados pelo Banco de Portugal, o montante total de crédito concedido às famílias para a compra de habitação cresce 10,7% em termos anuais em abril, no segundo mês de guerra no Médio Oriente. Em relação a março, o stock aumenta 1,021 mil milhões de euros, atingindo 114,6 mil milhões de euros.É o segundo mês consecutivo em que os empréstimos para compra de casa registam o avanço anual mais forte dos últimos 23 anos. O texto assinala que fevereiro de 2003 marcou um ponto de viragem nos mercados bolsistas, com o fim do bear market associado ao rebentamento da bolha das dotcom em 2000.
Diferença face à Zona Euro
No conjunto da Zona Euro, os empréstimos para habitação avançam 2,9% em termos anuais, abaixo do ritmo observado em Portugal. A taxa de variação anual do crédito à habitação no mercado português mantém-se assim acima da média do bloco da moeda única desde agosto de 2024.A informação é apresentada como notícia em atualização, sinalizando que novos dados ou desenvolvimentos podem ainda ser incorporados. O desempenho do crédito à habitação em Portugal destaca-se, por isso, no quadro europeu, num período de maior pressão geopolítica e de comparação com um ciclo histórico de forte recuperação dos mercados.
Na nossa análise anterior sobre a execução do PRR em Portugal, destacámos que apenas cerca de 57% das verbas (12,651 mil milhões de euros) tinham chegado aos beneficiários, mantendo-se o risco de subexecução até aos prazos de 2026. Sublinhámos também que áreas como a habitação estão entre as mais pressionadas, com ajustamentos no plano — incluindo a reafetação de 516 milhões de euros e a redução/retirada de projetos — num esforço para acelerar a implementação no terreno.
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