Agricultura em Portugal pede resposta europeia para custos de produção
O Governo admite que o apoio de 20 milhões de euros para travar a subida dos custos de produção na agricultura não chega para responder à pressão sobre o setor. O ministério defende uma solução coordenada na União Europeia para limitar distorções concorrenciais num mercado comum afetado pelos preços da energia, dos fertilizantes e pela volatilidade internacional.
Destaques
- O Governo português aumentou em 50% o apoio ao rendimento base dos agricultores e reforçou em 660 milhões de euros o envelope financeiro do setor.
- Em 2025, foram pagos mais de 1.200 milhões de euros no âmbito do primeiro pilar da PAC, enquanto o Banco Português de Fomento já aprovou mais de 1.100 milhões de euros para projetos agroindustriais.
- Há mais de 500 milhões de euros em investimento no programa Água que Une, mas o ministro admite necessidade de acelerar a execução e solucionar a escassez de mão de obra.
Financiamento, água e mão de obra no centro da estratégia
Numa intervenção pública durante a inauguração da Feira Nacional da Agricultura, o ministro indicou que o Governo aumentou em 50% o apoio ao rendimento base dos agricultores e reforçou em 660 milhões de euros o envelope financeiro do setor. Sublinhou, no entanto, que continua a ser necessário acelerar investimentos, sobretudo na área da água.Segundo o governante, em 2025 foram pagos mais de 1.200 milhões de euros no âmbito do primeiro pilar da Política Agrícola Comum, aos quais se juntam cerca de mil milhões de euros em investimentos do Plano Estratégico da PAC. Acrescentou ainda que o Banco Português de Fomento tem mais de 1.100 milhões de euros aprovados para projetos ligados à agroindústria e às cadeias de valor.
Na gestão da água, José Manuel Fernandes disse que estão em curso mais de 500 milhões de euros em investimentos associados ao programa Água que Une, embora admita necessidade de acelerar a execução. O ministro destacou também o peso estratégico da agricultura para a coesão territorial e para a segurança alimentar, apontando um grau de autoaprovisionamento de cerca de 86%, e identificou a falta de mão de obra como um dos principais desafios, anunciando legislação para facilitar a instalação de trabalhadores agrícolas, incluindo soluções de habitação ligadas às explorações.
Na nossa publicação, acompanhámos a subida do cabaz alimentar essencial em Portugal para um novo máximo, refletindo a pressão contínua da inflação sobre os rendimentos das famílias. O texto destacava ainda o impacto dos custos da energia e do petróleo na cadeia de produção e transporte, alimentando o aumento dos preços no retalho e agravando o custo de vida.
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