Frotas empresariais em Portugal aceleram eletrificação e reforçam foco nos custos
As empresas portuguesas estão a integrar a eletrificação nas suas frotas e preveem que os veículos eletrificados ganhem mais peso nos próximos três anos. O movimento estende-se ao carregamento, à mobilidade alternativa e à descarbonização, ao mesmo tempo que a contenção de custos condiciona as decisões de gestão.
Destaques
- Segundo o Barómetro Automóvel e de Mobilidade 2026, 52% das organizações em Portugal já usam viaturas eletrificadas e preveem superar metade da frota até 2028.
- 88% das empresas nacionais acreditam que a dimensão das suas frotas vai crescer ou manter-se nos próximos três anos, com custos identificados como principal desafio.
- Na renovação de frota, 37% dos gestores preferem o renting e 44% das empresas já recorrem a viaturas usadas em aquisições ou alugueres.
Expansão da eletrificação e novas políticas de mobilidade
Segundo o Barómetro Automóvel e de Mobilidade 2026, promovido pelo Arval Mobility Observatory, 52% das organizações nacionais já utilizam pelo menos uma viatura eletrificada e estimam que, dentro de três anos, estes veículos representem mais de metade das suas frotas de ligeiros de passageiros.O estudo indica que, nos próximos três anos, os veículos elétricos passam a representar, em média, 22% das frotas empresariais em Portugal. Ao mesmo tempo, 85% das organizações dizem que a sua política já considera, ou vai considerar, o carregamento nas próprias instalações.
No carregamento em casa dos condutores, solução já adotada ou planeada por cerca de um quinto das empresas, a wallbox surge como a opção preferida para 68% das organizações. A mudança não se limita à substituição de motores de combustão, já que 53% das empresas portuguesas implementam pelo menos uma solução de mobilidade alternativa ao automóvel.
Os planos de mobilidade corporativa também ganham expressão nas deslocações casa-trabalho, com 22% das empresas a já terem um plano deste tipo. Entre as que avançam com esta solução, 22% aplicam-na a todos os colaboradores e 33% dirigem-na aos trabalhadores que não têm viatura corporativa.
Custos moldam renovação e gestão da frota
No plano ambiental, 40% das empresas já definem, ou estão a avaliar, objetivos de descarbonização da frota. As motivações para políticas de mobilidade alternativa incluem responsabilidade social para 39% das organizações, melhoria da imagem e atratividade da empresa para 38%, e necessidades de recursos humanos para 36%.O barómetro mostra ainda que 88% das empresas nacionais acreditam que a sua frota vai crescer ou manter a dimensão nos próximos três anos, mas identifica a mitigação dos encargos financeiros como um dos principais desafios de gestão. Para responder a essa pressão, 44% já recorrem a apoio especializado para controlar o custo total de propriedade.
Na próxima renovação da frota, 37% dos gestores apontam o renting como a opção de financiamento preferida. Em paralelo, 44% das empresas já incluem viaturas usadas nas suas aquisições ou alugueres.
Os dados resultam de um inquérito independente realizado pela Ipsos entre 25 de agosto e 11 de novembro de 2025, com a participação de 304 empresas em Portugal.
Na nossa publicação anterior, analisámos a descida do Brent após um acordo provisório entre os EUA e o Irão e o impacto esperado nos preços dos combustíveis em Portugal. Explicámos que, com o crude a manter-se em níveis mais baixos, poderia haver cortes de vários cêntimos por litro na gasolina e no gasóleo, com potencial efeito de alívio na inflação, embora os riscos geopolíticos e a componente fiscal pudessem limitar a queda final.
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